O Brasil alcançou um marco histórico na indústria aeroespacial nesta quarta-feira (25/03), com a apresentação do primeiro caça supersônico produzido em solo nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestigiou o evento no Aeródromo Embraer, em Gavião Peixoto, São Paulo, onde o F-39E Gripen, desenvolvido pela empresa sueca Saab, foi oficialmente apresentado.

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“Hoje, o céu do Brasil é palco de um momento histórico. Voei escoltado pelo primeiro Gripen produzido no Brasil. Um momento muito simbólico, que mostra um país que acredita em si mesmo, investe em tecnologia e reafirma sua soberania”, declarou o presidente Lula nas redes sociais.

Com esta conquista, o Brasil se torna o primeiro país da América Latina a dominar a tecnologia de aeronaves de combate de alta complexidade, ingressando no seleto grupo de nações com essa capacidade. O programa Caça FX-2, responsável por este avanço, prevê investimentos de R$ 28,5 bilhões entre 2014 e 2033, incluindo R$ 10,5 bilhões do Novo PAC (2023-2030).

O vice-presidente Geraldo Alckmin, também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, enfatizou a importância da indústria de defesa para a inovação e soberania nacional. Durante a cerimônia, Lula batizou o caça, acompanhado por autoridades e executivos da Embraer e Saab.

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O F-39E Gripen, considerado um caça multiemprego, é resultado de mais de um milhão de horas de desenvolvimento, produção, ensaios e suporte, além de 600 mil horas de treinamento. A parceria entre Embraer e Saab inclui ampla transferência de tecnologia, capacitando engenheiros e técnicos brasileiros.

Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer, destacou as novas oportunidades internacionais abertas por essa cooperação: “Esta planta de Gavião Peixoto está plenamente preparada para fabricar novos Gripens para outros países. Estamos fortemente engajados no sucesso do programa em futuras exportações, incluindo oportunidades na Colômbia e em outros mercados”.

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Micael Johansson, presidente da Saab, ressaltou o ineditismo da produção fora da Suécia: “Essa é a primeira vez desde 1937, quando a Saab foi fundada, que um caça é feito fora da Suécia”. Ele enfatizou que este momento representa uma parceria baseada em confiança e ambição compartilhada entre a Força Aérea Brasileira e a indústria nacional.

A produção do Gripen no Brasil não apenas fortalece a capacidade industrial e tecnológica do país, mas também reduz a dependência externa em projetos aeronáuticos futuros, consolidando a posição do Brasil como um player importante no cenário da aviação militar global.