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Quem é a tal Kharina, que dá nome à famosa rede de lanchonetes curitibana?

  • Por Guilherme Grandi - Gazeta do Povo
Filha do fundador, Kharina Cury Abreu nasceu nove anos depois da abertura da rede de lanchonetes. Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Paraná

Ela é a estrela de uma história pouco conhecida, e com uma origem que dificilmente alguém consegue cravar como exata. A Kharina que batiza a mais tradicional rede de lanchonetes de Curitiba passa longe de qualquer proximidade familiar de seu fundador – pelo menos até certa época da vida –, mas permeia o imaginário popular que envolve até mesmo reis e plebeus.

A história parece confusa em um primeiro momento, afinal, a teoria mais popular é de que o Kharina teria surgido há 44 anos como uma homenagem do empresário Rachid Cury Filho à sua filha. Mas, ela nasceu só quase uma década depois da abertura da primeira lanchonete, em um pequeno terreno de 800 m² do bairro Jardim Botânico (à época ainda chamado de Capanema), quatro vezes menor do que é hoje.

“As pessoas até me perguntam sobre isso, mas, apesar de me chamar assim, eu nunca fui muito cobrada por ser a Kharina do Kharina. É algo normal, faço o meu trabalho aqui [no departamento financeiro] e não sinto nada de muito mais sobre isso”, explica Kharina Cury Abreu com uma certa timidez, mas que sabe da importância que tem para a boemia das madrugadas curitibanas.

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O ano era 1975, e o então vendedor de carros Rachid Cury Filho – na época com apenas 24 anos – decidiu abrir uma pequena lanchonete inspirada nos drive-ins americanos dos anos 1950. Isso sem nunca ter pisado na terra do Tio Sam.

“Eu era cinéfilo, assistia muito aos filmes de Hollywood, e assim surgiu a ideia. Mas nada de muito grande, eu e meu sócio [o comerciante Roberto Mehl] servíamos apenas sanduíches, pratos abertos e milk-shakes nos carros. Tínhamos só quatro funcionários, eu ficava na beira da chapa fritando os hambúrgueres”, lembra o empresário hoje com 67 anos, e ainda à frente da rede. Mehl faleceu em junho do ano passado aos 65 anos, vítima de um acidente automobilístico.

Mas se engana quem pensa que o Kharina surgiu já com esse nome. A pequena lanchonete de serviço no carro se chamava Tog, e foi assim durante um ano até Rachid e Roberto abrirem a segunda loja, próximo à Arena da Baixada.

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O que aconteceu naquela localidade é um mistério, mas a sociedade terminou e Roberto ficou com a marca. Rachid precisou ir em busca de um novo nome, mas sem sequer imaginar que um dia seria pai de uma menina.

“Eu pesquisei muito em publicações e li em uma delas, não lembro em qual exatamente, uma lenda de uma menina do Butão chamada Karina que foi à Europa estudar gastronomia, voltou ao seu país e casou com o rei. Não sei porque, mas gostei muito da história e nomeei a lanchonete assim, apenas acrescentando um H por uma questão cabalística”, conta o empresário.

Dá para dizer que a lanchonete foi a primeira filha de Rachid. Já a Kharina de carne e osso veio em 1984 devidamente homenageada com a empreitada do pai, e o irmão ‘Rachidinho’ (Rachid Cury Neto) três anos depois.

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O Kharina hoje tem sete lojas tocadas pela família. Na foto estão os irmãos Rachid Neto e Kharina e o pai, Rachid Filho. Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Paraná

O Kharina hoje tem sete lojas tocadas pela família. Na foto estão os irmãos Rachid Neto e Kharina e o pai, Rachid Filho. Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Paraná

Várias irmãs

Foi mais um menos nesta época, ainda na década de 1980, que veio a segunda loja do Kharina. O atendimento nos carros ficou pequeno, e Rachid decidiu criar também o serviço de mesa. O local escolhido foi um ponto da Rua Bispo Dom José – prolongamento da Avenida do Batel – que já tinha um bom movimento de bares e boêmios. O espaço é hoje ocupado por uma agência bancária e um salão de beleza.

“Ali já era um pouco maior, e vimos que atender na mesa também tinha potencial. Fui reinventando o Kharina, e virou um point”, conta. Anos depois ele abriu a lanchonete na esquina da Rua Cel. Dulcídio com mais espaço, ampliou a do Capanema, e deu início à expansão da rede junto com os filhos. Hoje já são cinco lojas na cidade e mais dois no estado de São Paulo.

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Kharina e Rachidinho contam que começaram a trabalhar com o pai ainda na adolescência, ajudando-o na cozinha e na administração das lanchonetes. Não à toa, a gestão da rede segue com a família sem chance de mudanças.

“A convivência com ele era pacífica, mesmo naquela fase de adolescente rebelde. Mas, ele sempre me puxou para o negócio, sendo transparente, embora nos deixasse livres para escolhermos o que quiséssemos fazer. É um orgulho fazer parte desse tradicionalismo”, completa Rachid Cury Neto.

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28 Comentários em "Quem é a tal Kharina, que dá nome à famosa rede de lanchonetes curitibana?"


Adri Adri
Adri Adri
4 meses 11 dias atrás

No Xaxim, tem o Dansons, que é de um antigo funcionário do Kharina, sanduíche igual, porem mais barato.

Kevin Mamar
Kevin Mamar
4 meses 14 dias atrás

Essa rede de lanchonete há muito tempo deixou de ser atrativa pelo absurdo dos valores cobrados por seus serviços, e como aqui em Curitiba o que mais tem são lanchonetes, e sabendo pesquisar, consegue-se comer muito bem por muito menos.

Ciências  Médicas
Ciências Médicas
4 meses 16 dias atrás

Já comi muuuuito nesses estacionamentos do Kharina… Tempo bom da minha adolescência. Hoje, casado, como em casa mesmo…

José Palhares
José Palhares
4 meses 16 dias atrás

Na minha opinião o Kharina deixou de valer a pena desde que houve a Copa do Mundo em Curitiba. Os preços dos lanches subiram absurdamente, se você tem esposa e filhos é melhor comer num restaurante ou até em lanchonetes que servem um bom e honesto hambúrger com fritas e não cobram uma fortuna!

Tiago Ribas
Tiago Ribas
4 meses 16 dias atrás

Empresários gananciosos, cobram até o estacionamento dos clientes, mas sempre tem alguém pagando e assim o dono vai lucrando e expandindo os negócios…

Mário
Mário
4 meses 15 dias atrás

Parece que o estacionamento e gratuito para quem come lá , mas não sei informar se ainda e assim . Faz alguns anos que não vou lá . Mas na época , o hambúrguer era 30’reais para cima

Tiago Ribas
Tiago Ribas
4 meses 15 dias atrás

Então agora custa uns 50 reais? Caraca, assim fica fácil expandir, normalmente este ramo pagam muito mal os funcionários…

Mário
Mário
4 meses 14 dias atrás

50? Com esse valor +bebida e 10% , da pra ir fácil num restaurante com toalha na mesa e garçom . Ou então , fazer em casa gastando o msmo e fazendo uns 12 hambúrgueres

Mário Celso
Mário Celso
4 meses 16 dias atrás

mãããããssss bãããhhhhh

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