A 11ª Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) estreou ontem com mais atrações paralelas que a programação principal. A programação extraoficial da Flip começou, tímida, no segundo ano do evento, feita por artistas locais. Em 2005, a Off Flip tinha 60 escritores. Os convidados nesta edição passam de cem.

Essa programação paralela custa R$ 50 mil à Prefeitura de Paraty, que não chega a cobrir todos os gastos. Um valor modesto perto dos R$ 8,6 milhões do orçamento da Flip neste ano, dos quais 63% vêm de recursos públicos, 27% de patrocínio não incentivado e 10% da própria Casa Azul, organizadora do evento.

A programação oficial ficou desfalcada de sua principal atração, o francês Michel Houellebecq. Foi a segunda vez que ele se comprometeu a vir e desistiu na última hora. A primeira foi em 2011. O escritor alagoano Graciliano Ramos (1892-1953) é o homenageado desta edição.