Há mais de cem anos, nos idos de 1914, um time de Ponta Grossa, à época com apenas dois anos de fundação, passou a assombrar os times da capital, especialmente quando visitavam a Vila Oficinas, nos Campos Gerais. Naquele ano, o Operário terminou o ano invicto. E o Fantasma mostrou a sua capacidade de apavorar os adversários.

Nos anos 70, outro time do interior, desda vez o Londrina, foi apelidado de Tubarão, tamanha a fome de bola e a vontade de devorar seus adversários. Os apelidos surgiram, é quase certo, devido à surpresa causada pelas ousadas equipes, que mesmo com orçamentos historicamente mais modestos do que o dos times da capital, levantaram o caneco.

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Nos últimos anos, no entanto, o sucesso das equipes do interior passaram de surpresas esporádicas à realidade. Basta um simples resgate do Campeonato Paranaense dos últimos seis anos. A começar por 2014, quando Londrina e Maringá decidiram o título e o Tubarão levou a melhor. Nas semifinais, o LEC já havia batido o Athletico e o time da Cidade Canção despachou o Coritiba.

No ano seguinte, 2015, foi o Operário que pediu passagem e ergueu a taça diante do Coxa. Nas semifinais, o Fantasma eliminou o Foz e o Alviverde, único time da capital nesta fase, e que havia batido o Londrina, que lutava pelo bicampeonato estadual.

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Em 2016 e 2017, houve uma breve supremacia da dupla Atletiba. O Furacão levou a melhor em 2016. No ano seguinte, o Coritiba deu o troco e ficou com o caneco. Em terceiro e quarto, ficaram Cianorte e Londrina, respectivamente.

Nova fórmula

No ano passado, com a mudança da fórmula do campeonato, e a competição dividida em duas taças, os times do interior começaram a ter ainda mais destaque. Na Taça Dionísio Filho, a primeira fase do Estadual, o Rio Branco eliminou o Athletico e decidiu a vaga na final com o Coritiba, que acabou levando a melhor.

Depois, na Taça Caio Júnior, quem se sobressaiu foi o Londrina, que eliminou o Paraná Clube na semifinal. Na outra perna, o Furacão venceu o Maringá e, na sequência ficou com o título do segundo turno. O Foz, ainda que não tenha chegado à decisão, terminou o Paranaense em terceiro, devido à soma da pontuação geral em todas as fases. A final de 2018 foi decidida entre Athletico e Coritiba e o Furacão levou a melhor.

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No Paranaense deste ano, mais uma vez a turma do interior vem fazendo bonito. Na Taça Barcímio Sicupira, o FC Cascavel foi o primeiro time a se classificar na fase de grupos. Nos pênaltis, acabou eliminado pelo Coxa nas semifinais. Mas o Alviverde foi barrado na final por outro time do Oeste do Paraná: o Toledo. Na semifinal, o Porco eliminou o Operário, já que Athletico e Paraná não conseguiram passar da primeira fase.

Com a conquista, o time comandado por Agenor Piccinin já garantiu uma das vagas na grande decisão do Estadual. Agora, na Taça Dirceu Krüger, o Trio de Ferro vai ter que rebolar pra tentar superar a sanha por vitórias dos times do interior. Como eternizou o nosso Boluca, quem viver, verá!

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