Especialista em categorias de base e com bons trabalhos na bagagem, o técnico Rogério Micale, comandante da seleção brasileira olímpica na conquista da medalha de ouro na Rio 2016, terá grandes desafios pela frente no comando do Paraná Clube. Talvez o maior deles seja, em pouco tempo, reconstruir o time paranista que ainda não tem uma identidade nesta temporada e, junto, conquistar bons resultados para espantar de vez a má fase que está rondando o Tricolor.

O novo treinador paranista, que vem de um trabalho sem grandes resultados pelo Atlético-MG, no Brasileirão do ano passado, ainda vai avaliar o elenco do Paraná Clube. Somente tendo um melhor entendimento do grupo que tem em mãos é que Micale poderá dar um novo rumo ao Tricolor na temporada. No entanto, reagir e construir melhores resultados já na Taça Caio Júnior serão fatores importantes para o início do trabalho do novo comandante.

“Tivemos uma conversa rápida, não tive nenhum tipo ainda para fazer algum comentário. demanda tempo de ver como eles vão se apresentar nos treinos e nos jogos para que a gente possa fazer uma avaliação mais precisa. Estamos cientes que precisamos dar uma resposta rápida no segundo turno e levar o Paraná a condição que a gente espera, estar brigando, estar na semifinal e iremos trabalhar para isso”, garantiu o treinador.

Diante do desmanche da equipe que, no ano passado, conquistou o acesso à primeira divisão, o Paraná contratou por atacado. Chegaram 20 novos jogadores. O técnico Wagner Lopes teve dificuldades para dar sua cara ao time paranista e o trabalho durou pouco mais de 45 dias. Apesar de estar ainda em construção, a equipe precisa ganhar logo a cara de Rogério Micale.

Neste início de trajetória, o trabalho do técnico será na base da conversa. Especula-se, intramuros, que jogadores e comissão técnica anterior não falavam a mesma língua no vestiário. Isso teria comprometido o trabalho do de Wagner Lopes. “Procuro fazer meu trabalho com humanização. Tratar o indivíduo não como só o cara que joga bola. Ali tem pais de família, um cara que é novo na cidade, que tem dificuldades. O cara que tem a dificuldade, entender isso, procurar ajuda-lo para que ele obtenha a performance máxima que precisamos. É necessária a conversa, a aproximação”, enfatizou o comandante paranista.

Micale e Rodrigo Pastana. O técnico tem aval do dirigente pra indicar reforços. Foto: Daniel Caron
Micale e Rodrigo Pastana. O técnico tem aval do dirigente pra indicar reforços. Foto: Daniel Caron

Micale, acostumado a trabalhar com as categorias de base, garantiu que terá um olhar especial para os jogadores mais jovens. “Se a gente tiver jogadores em condições de estar jogando e ajudando, eu não olho a idade. É só olhar meus trabalhos anteriores, independentemente de quem seja, da onde veio. Quem tiver melhor no momento vai jogar. Se o jogador tiver condições de nos ajudar, será bem-vindo e será visto”, reforçou.

O treinador, apesar de ainda precisar de um tempo maior para analisar o elenco do Paraná, deve pedir reforços e terá carta branca para tornar o time paranista mais forte para a sequência da temporada. Rogério Micale garantiu que usará seu banco de dados para fazer do Tricolor uma equipe competitiva, sobretudo para a disputa do Brasileirão, a partir de abril.

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“Tenho um banco de dados muito bom para poder ver a possibilidade. O final dos estaduais é uma grande possibilidade. A gente acompanha no Brasil, tenho que estar atento. Temos uma ideia de nomes, mas nossa primeira opção é o elenco que temos em mãos. Vamos avaliar e, a partir daí, ver as necessidades e vamos, se necessário, reforçar o time. É inevitável. A gente vai ter reforços em algumas posições que vamos olhar com carinho para nos ajudar”, arrematou Micale.