Certamente, lá de cima, Caio Júnior estava de olho no encontro entre Chapecoense e Paraná Clube, na noite de ontem, em Chapecé, o primeiro entre as duas equipes pela Série A do Campeonato Brasileiro. Lá estavam os clubes em que brilhou como jogador e técnico. Certamente, torcedores de Chape e Tricolor sentiram muita saudade do grande Caio.

No primeiro tempo, os paranistas sentiram falta de um grande artilheiro, como Caio. Com o paraguaio Torito González como grande novidade, no lugar do lesionado Wesley Dias, o Tricolor dominou amplamente as ações na etapa inicial, mas faltou eficiência nas finalizações. Foram nove chutes contra apenas um da Chape, que estava muito retrancada.

O Paraná mostrou evolução com relação aos jogos contra Corinthians e Sport. Diante do Timão, o Tricolor de Micale teve um início muito bom, mas caiu de produção após tomar dois gols em sequência. Frente ao Leão da Ilha, a equipe paranista tomou um gol muito cedo, criando uma enorme ansiedade no elenco para fazer os gols. Já no jogo de ontem, o Paraná repetiu os erros nas finalizações, mas fez uma partida tática excelente, com muita lucidez e seriedade.

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Com o mesmo time pro segundo tempo, o Paraná sabia que seu adversário voltaria com outra postura. Foi o que aconteceu. Logo no primeiro minuto, o goleiro David fez um milagre em um tiro forte de Elicarlos. Mesmo assim, a Chape não tinha uma jogada bem definida. Era só “chutão” do goleiro Jandrei pra frente. Já o Tricolor mostrava bom domínio e toque de bola.

Mas, aquela velha máxima do futebol esteve presente na Arena Condá. O zagueiro Cléber Reis cometeu uma falta dura na entrada da área e deu a oportunidade pra Chape criar na bola parada. Aos 17 minutos, Arthur não desperdiçou. O ex-paranista bateu com perfeição, sem dar chances pro goleiro David. Bola na gaveta e festa da torcida catarinense.

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O tento da Chape não abalou. O Paraná seguiu em cima. Aos 22 minutos, o atacante Carlos recebeu um leve passe de Léo Itaperuna e fuzilou. Finalmente, a bola entrou. O gol deu uma esfriada no duelo, que voltou a esquentar aos 35, quando Mansur, de forma infantil, agrediu o atacante Wellington Paulista na frente do bandeira. O lateral-esquerdo foi expulso na hora. Restou então ao Tricolor abdicar mais do ataque pra garantir o primeiro ponto no Brasileirão. 1 a 1 na Arena Condá. Certamente, Caio Júnior foi lembrado pelas duas torcidas novamente ao apito final. Sempre deixará saudades.