Na próxima quinta-feira (19), o Paraná Clube completa 30 anos de história. E para comemorar e relembrar a marcante trajetória do Tricolor de 1989 pra cá, a Tribuna do Paraná elegeu os 30 maiores jogadores da história paranista. Participaram da eleição 30 jornalistas que atuam ou atuaram no esporte (veja a lista e o critério de pontuação abaixo).

+ Veja quem ficou na primeira parte da lista

Nesta terça-feira (17) serão revelados os que ficaram entre as 11ª e 20ª colocações. Entre eles, estão nomes que foram peças decisivas em conquistas de títulos, crias da base ou que lideraram o time em algum momento importante. Ao longo da semana, será revelada a lista completa.

Confira a segunda parte dos 30 maiores:

20º – Giuliano
Giuliano começou no Paraná Clube em 2008. Foto: Antonio Costa/Arquivo

Quer encontrar Giuliano nas férias do futebol árabe? É só ir na Vila Capanema. Curitibano e cria do Tricolor, o meio-campista é um dos jogadores que mais rendeu dinheiro para o clube – não só na primeira transferência, mas em todas as outras que se seguiram. Em campo, ele atuou até pouco, mas muito bem. Foi o que fez o Internacional gastar uma boa grana pra levá-lo. Depois, passou por Dnipro, Grêmio, Zenit e Fenerbahçe até chegar ao Al-Nasr, da Arábia Saudita. Giuliano saiu do Paraná, mas o Paraná não saiu dele.

19º – Balu
Balu era jogador de seleção brasileira quando foi contratado pelo Paraná. Foto: João Bruschz/Arquivo

Um lateral de seleção. Foi assim que Balu chegou ao Paraná Clube em 1992. Tinha sido o melhor lateral-direito do Brasileirão de 1989 e foi convocado por Paulo Roberto Falcão para amistosos em 1991. E foi em altíssimo nível que ele continuou a jogar por aqui, sendo campeão brasileiro da Série B em 92, num time que é considerado por muitos o maior que já vestiu a camisa tricolor.

18º – Hílton
Hilton se destacou em 2000 e está em atividade até hoje. Foto: Valterci Santos/Arquivo

Um zagueiro como nenhum outro. Mesmo num cenário com Marcão, Edinho Baiano, Servilho, Gralak e Ageu, Hílton se destaca como o mais técnico defensor que já vestiu a camisa do Paraná Clube. Sua passagem no Tricolor foi curta, mas suficiente para marcar seu nome na história. Foi campeão do Módulo Amarelo da Copa João Havelange de 2000, e no ano seguinte seguiu para o Servette, da Suíça. Depois, uma temporada no Bastia, quatro no Lens, três no Olympique de Marselha e desde 2012 no Montpellier. Aos 42 anos, segue jogando.

17º – Flávio
Flávio virou ídolo no Paraná Clube, após ser campeão brasileiro pelo Athletico, e vestiu a camisa paranista por quatro anos. Foto: Albari Rosa

O Pantera chegou ao Paraná já com o histórico de campeão brasileiro pelo Athletico em 2001. Poderia ser até algo a atrapalhar o goleiro na Vila Capanema, mas ele sempre foi um jogador respeitado por todas as torcidas. E depois de alguns jogos passou a ser idolatrado pelos paranistas. Foi decisivo nas campanhas do título paranaense de 2006, do quinto lugar no Brasileirão do mesmo ano e na Libertadores de 2007. Foram quatro anos no Tricolor e uma trajetória de muito brilho.

16º – Thiago Neves
Thiago Neves jogou no Paraná em 2005. Foto: Rodolfo Buhrer/Arquivo

Pode ser difícil entender a presença de Thiago Neves nesta lista quando se olha o turbulento ano que ele viveu no Cruzeiro. Mas ninguém pode negar a qualidade técnica do meio-campista, que passou pouco tempo com a camisa tricolor, e acabou também se tornando a transferência mais polêmica da história do clube. Os efeitos da péssima negociação são sentidos no Paraná até hoje. Só que isso não é culpa do jogador.

15º – Renaldo
Renaldo foi vice-artilheiro do Brasileirão de 2003. Foto: Albari Rosa

Um fazedor de gols. A primeira coisa a se falar de Renaldo é isso. Ele sempre teve intimidade com as redes, sendo artilheiro por onde passou – Athletico, Atlético-MG, La Coruña, Las Palmas. Chegou ao Tricolor vindo do América-MG, e rapidamente virou ídolo, com o estilo despachado, as declarações sempre bem-humoradas e, claro, a fonte de gols que parecia nunca ter fim. Chegou a ser vice-artilheiro do Brasileirão antes de ir para a Coreia. Voltou ao Tricolor em 2005, mas não repetiu as atuações.

14º – Hélcio
Hélcio foi a contratação mais cara do futebol paranaense em 1994. Foto: Rodolfo Buhrer

O curitibano Hélcio foi o protagonista da até então maior transferência do futebol paranaense. Em 1994, foi vendido pelo Coritiba ao Paraná Clube por então inacreditáveis 500 mil dólares. E ficou oito temporadas no Tricolor (foi emprestado três vezes neste período), conquistando títulos, virando um dos líderes do elenco e campeão da Série B de 2000, comandando um time de jovens que tinha Marcos, André Dias, Hílton, Fernando Miguel e Lucio Flavio.

13º – Ageu
Ageu é o jogador que mais vestiu a camisa do Paraná Clube. Foto: Edson Silva

Poucos jogadores podem ter a honra de serem considerados símbolos de um clube. Ageu é um símbolo do Paraná. Passou praticamente toda a carreira vestindo a camisa tricolor, aliando garra e um ótimo preparo físico. Foram mais de dez anos, quatro títulos paranaenses, a Série B de 2000 e um recorde: 346 partidas. Ninguém jogou mais pelo Paraná do que Ageu, zagueiro de ofício mas que também jogou pela lateral-esquerda.

12º – Edinho Baiano
Edinho Baiano jogou nos três times da capital, mas o auge da carreira foi no Paraná. Foto: Edson Silva/Arquivo

Ser ídolo e campeão no Paraná Clube, no Athletico e no Coritiba. Não é preciso pesquisar para saber que só Edinho Baiano conseguiu isso. Apenas por esse motivo o zagueiro já teria lugar na história do futebol paranaense. Mas no Tricolor ele viveu o auge da carreira, quando o preparo físico se aliava com a categoria em campo. Esteve em campo em quatro títulos estaduais do Paraná, sempre sobrando e sempre eleito para a seleção do campeonato. A votação dos especialistas o coloca como o maior zagueiro da história paranista.

11º – Ednelson
Ednelson marcou o gol do primeiro título da história paranista. Foto: Arquivo

Couto Pereira, 8 de dezembro de 1991. O Paraná Clube precisava de um empate para conquistar o seu primeiro título, o Paranaense de 1991. Já fora da disputa, o Coritiba virou um adversário complicado, a ponto de abrir o placar com Norberto. O gol do empate, o gol do título, veio dos pés mais improváveis. Aquele era um time com Balu e Gralak na defesa, João Antônio, Adoílson e Serginho no meio e Carlinhos e Saulo no ataque. Mas o gol, numa pancada seca, um foguete de perna esquerda, foi de Ednelson. O discreto lateral-esquerdo que entrou para história como o herói da primeira taça paranista, e como exemplo de raça que ainda emociona os torcedores.

+ Ouça as mancadas e os erros da imprensa no podcast De Letra!

Quem participou: Ana Zimmermann, Ayrton Baptista, Augusto Mafuz, Carlos Bório, Carneiro Neto, Cristian Toledo, Diogo Souza, Edson Militão, Eduardo Luiz, Felipe Raicoski, Fernando Freire, Fernando Gomes, Gisele Rech, Guilherme de Paula, Guilherme Moreira, Irapitan Costa, Jairo Silva, Juliana Fontes, Luiz Ferraz, Manoel Fernandes, Marcelo Ortiz, Milton do Ó, Nadja Mauad, Otacílio Gonçalves, Ricardo Brejinski, Rodrigo Fernandes, Rogério Tavares, Serginho Prestes, Sicupira e Silvio Rauth Filho.

Regulamento: Os entrevistados listaram os nomes a partir do primeiro colocado até o décimo, respeitando a ordem de notoriedade, na opinião de cada um. A Tribuna do Paraná não forneceu nomes pré-definidos ou interferiu nas escolhas. A eleição contemplou apenas jogadores, e não técnicos.

A ‘nota’ dada para cada atleta citado foi baseada na pontuação de uma corrida de Fórmula 1. O primeiro colocado ganhou 25 pontos, o segundo 18, o terceiro 15, o quarto 12, o quinto 10, o sexto 8, o sétimo 6, o oitavo 4, o nono 2 e o décimo 1. Depois de contabilizados todos os votos, foram somados os pontos de todos os jogadores, definindo o ranking dos 30 maiores nomes do Paraná Clube.

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