Motivados pela greve feita pelos jogadores do Figueirense, nesta semana, que não entraram em campo para o duelo contra o Cuiabá, pela Série B do Campeonato Brasileiro, o elenco do Paraná Clube pediu uma reunião com a diretoria para cobrar os débitos atrasados. O time paranista, inclusive, ameaçou não concentrar no CT Ninho da Gralha, em Quatro Barras, Região Metropolitana de Curitiba, para o duelo contra o Criciúma, neste sábado (24), às 11h, na Vila Capanema. A definição sairá somente após o treinamento desta sexta-feira.

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“Isso foi uma das pautas dentro da reunião, essa questão da concentração. Não tem nada definido e isso vai acontecer realmente após o treinamento”, afirmou o treinador, que não quis entrar em maiores detalhes. “São questões que a gente teve internamente. São coisas internas do clube e não vou explanar aqui, mas houve a reunião entre os atletas e nós participamos. São coisas internas do clube e depois do treino haverá outra reunião e tudo será passado para a imprensa”, emendou Matheus Costa.

A entrevista coletiva era para começar às 9h15, na Vila Capanema. O atraso de mais de uma hora levantou suspeita dos jornalistas presentes na sala de imprensa Caio Júnior. Uma reunião, então, estava acontecendo entre jogadores e a diretoria paranista. Alguns jogadores deixaram o vestiário visivelmente insatisfeitos.

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A principal discussão entre os jogadores e a diretoria foi se o elenco iria concentrar ou não. Em nenhum momento foi colocado na pauta uma possível greve no treinamento desta sexta-feira ou uma não participação na partida contra o Criciúma. O goleiro Thiago Rodrigues e o volante Itaqui, líderes do elenco, foram os últimos a deixar a reunião com a diretoria.

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Apesar de estarem presentes na Vila Capanema, ninguém da diretoria apareceu para dar explicação para os jornalistas presentes. Sobrou novamente para o técnico Matheus Costa que, além de treinador, está tendo que cumprir algumas funções de diretor futebol desde a saída de Mário André Mazzuco para o Vasco ainda no começo da Série B do Campeonato Brasileiro.

Os débitos seriam de dois meses de direitos de imagem e um mês de salário. A expectativa dos dirigentes é de que com a entrada do dinheiro da venda do volante Jhonny Lucas para o futebol da Bélgica os débitos possam ser quitados nos próximos dias.