O Paraná Clube não pode achar desculpas. Por mais que a crise financeira tenha atingido em cheio o Tricolor, e que tenha havido um impacto claro no rendimento em campo, o técnico Matheus Costa não quer que o atraso nos salários do clube não se transforme em ‘muleta’ para explicar a má fase do time em campo – são sete jogos sem vencer na Série B do Campeonato Brasileiro, incluindo o empate deste sábado (24) em 0x0 com o Criciúma.

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Matheus Costa admitiu que as situações que explodiram no final da semana acabaram afetando a preparação do time para encarar o Tigre. “Tivemos três dias até a partida, e esse tipo de situação acaba influenciando. Mas não podemos deixar isso acontecer”, comentou o treinador. Ele novamente afirmou que a diretoria garantiu o pagamento. “O mais importante é que essas questões serão resolvidas no início da semana”, completou.

Segundo o técnico paranista, o panorama financeiro do Tricolor era conhecido desde a volta dele ao clube. “Sabia disso desde o início, sabia que dependeríamos da venda do Jhonny Lucas para ter uma situação mais tranquila. Mas o nosso papel é trabalhar. E isso não pode ser desculpa para os resultados. O que temos que fazer é resolver as coisas dentro de campo, e rapidamente”, disse Matheus.

No empate com o Criciúma, o Paraná teve dois pênaltis não marcados. Mas o treinador evitou afirmar que a arbitragem influenciou. “Foram dois tempos distintos, houve um momento melhor deles e outro nosso, principalmente no segundo tempo. Mas tivemos muita dificuldade na parte técnica. Erro de passe, de domínio, de cruzamento, finalização inadequada”, lamentou.

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Para Matheus Costa, fruto de uma pressão natural pelos maus resultados, mais do que da falta de salários. “Tivemos mais arremates, mais escanteios, mas ameaçamos pouco os adversários. É óbvio que se tivéssemos o pênalti e fizéssemos o gol teríamos uma condição melhor. Mas o que precisamos fazer é resolver essa situação imediatamente”, completou.