enkontra.com
Fechar busca

Paraná Clube

Paraná Clube

Paraná Clube

Vale a pena?

Antes fonte de arrecadação do Paraná, setor social atualmente é visto como problema pela torcida

Na noite desta terça (26), conselheiros se reúnem na sede da Kennedy para saber mais sobre a situação do patrimônio, que também pode ser negociada

  • Por Guilherme Moreira
Leonardo Oliveira vem sendo cobrado pela torcida e terá que dar explicações. Foto: André Rodrigues

Social e futebol. O que já foi uma fórmula de sucesso na história do Paraná Clube, agora passa a ser discutido novamente sobre ser um projeto rentável e digno de continuidade. Na noite desta terça-feira (26), uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo terá a sede social da Kennedy, no bairro Rebouças, como ponto principal do encontro.

Os conselheiros se encontrarão para receber um parecer jurídico em cima desse patrimônio através dos advogados do clube. A solicitação tinha acontecido na reunião do conselho no mês passado e foi atendida em convocação especial, principalmente pelo assunto voltar à tona neste mês de março.

+ Leia também: Conselho do Tricolor se reúne pra definir futuro da sede social

Na primeira rodada da Taça Dirceu Krüger, no dia 9 de março, uma faixa preta com letras brancas foi estendida com a frase “Paraná Clube é futebol” no setor Curva Norte. O material segue sendo estendido, como na goleada por 4×1 contra o Cascavel CR, no domingo, e na derrota por 2×1 para o Cianorte, na quinta-feira (21). O protesto aconteceu um dia depois da torcida Fúria Independente exigir o fim das atividades sociais, com as vendas da sub-sede da Kennedy e do terreno em Guaratuba, no litoral paranaense.

A manifestação da principal organizada paranista reacendeu um assunto antigo: o social se banca ou dá prejuízo? Se antigamente os mais de 30 mil sócios na fase áurea turbinavam os cofres para investimentos no futebol, na virada da década já não é mais assim. Mas também não é uma catástrofe como outros falam. Esse questionamento será detalhado na reunião para contextualizar uma possível venda de outro patrimônio. Vale lembrar que a sub-sede do Tarumã e do Boqueirão só não fazem mais parte da estrutura paranista por terem ido a leilão.

+ Mais na Tribuna: Dado Cavalcanti vê mudanças no time como fundamentais para goleada

O Espaço Torres, por exemplo, tem um acordo de arrendamento até 2032 para explorar os salões sociais da Kennedy e uma multa milionária para quebra de contrato. A quadra de futebol sintética também é arrendada. O futsal do clube, em parceria da Associação dos Patronos da Gralha Azul (APAGA) com a estatal Itaipu, também não gera despesas. O estacionamento dá uma renda extra, assim como as piscinas. A direção, assim, alega que toda atividade que dava prejuízo no passado foi encerrada.

Há quatro anos, por exemplo, o atual presidente do Deliberativo e então presidente do Tricolor, Luiz Carlos Casagrande, o Casinha, alegava que a venda da principal sede social seria a salvação para o futuro. Os conselheiros aprovaram a venda de 70% do terreno de 28 mil metros quadrados para pagamento de dívidas, respeitando o acordo com o Espaço Torres. O valor exigido na época era de R$ 60 milhões e nenhuma negociação avançou.

+ Confira o que Paraná precisa para se classificar na Taça Dirceu Krüger

Essa quantia solicitada na ocasião poderia salvar o Paraná em 2015, mas está longe de zerar os débitos paranistas atuais. Apesar do clamor de uma parcela da torcida em se desfazer de mais um patrimônio, mesmo que o valor pedido fosse conseguido, a dívida ainda ultrapassaria os R$ 100 milhões. Nos bastidores fala-se que o Tricolor deve aproximadamente R$ 170 milhões no momento. Naquela ocasião, a dívida era de R$ 72 milhões. O cenário financeiro também será exposto na reunião ou, ao menos, solicitado para ser explicado.

Nas redes sociais, a torcida paranista está se mobilizando para marcar presença no evento desta noite. Conselheiros e sócios em dia podem participar, enquanto associados atrasados e torcedores ‘normais’ não poderão adentrar ao salão da Kennedy para acompanhar. Mesmo assim, a promessa desses torcedores impedidos é de ficar do lado de fora “fazendo barulho”. Para tentar esvaziar essa mobilização, a diretoria anunciou um encontro com torcedores no próximo sábado (30), na sede social.

+ Confira a classificação completa e a tabela de jogos da Taça Dirceu Krüger

O encontro na Kennedy também servirá para a cobrança de outros tópicos, como a formatação do elenco atual, a vexatória campanha na Série A de 2018, a saída polêmica do gerente de futebol, Marcos Oliveira, que pediu demissão do cargo na semana passada, a enrolada negociação do volante Jhonny Lucas para o futebol europeu e os planos da direção a curto, médio e longo prazo. Vale lembrar que o presidente Leonardo Oliveira não se pronuncia abertamente desde novembro do ano passado e estará presente. Recentemente, ele passou por uma cirurgia e está de volta ao clube após duas semanas de repouso por orientação médica.

+ APP da Tribuna: as notícias de Curitiba e região e do Trio de Ferro com muita agilidade e sem pesar na memória do seu celular. Baixe agora e experimente!

Siga a Tribuna do Paraná
e acompanhe mais novidades

Deixe um comentário

avatar
300

14 Comentários em "Antes fonte de arrecadação do Paraná, setor social atualmente é visto como problema pela torcida"


Adriano
Adriano
28 dias 11 horas atrás

E o Pinheiros começou a se afundar menos de vinte anos depois de se associar com essa massa falida chamada Colorado, e pelo jeito, eles nao tem mais salvação mesmo

Adriano
Adriano
28 dias 11 horas atrás

Não era eles que se gabavam, na decada de 80, de ser o único clube da capital que nao dependia de renda de jogo, que podiam ate fazer jogos com entrada livre?? O Colorado se afundou de vez com a tal da Seleboca, do Aziz Domingos, se enterraram com esse pseudo projeto de clube grande em 1984

Fura Cão
Fura Cão
28 dias 13 horas atrás

Muito estranha essa total incompetência do Paraná.

Fura Cão
Fura Cão
28 dias 13 horas atrás

Realmente, em 1990 achava-se que o Paraná tomaria conta do futebol e acabaria com os demais, fruto de diversas fusões. Mas, ao que parece, juntaram todo patrimônio num bolo só para ir vendendo tudo.

wyldner Junior
wyldner Junior
28 dias 13 horas atrás

O Pinheiros era um clube rico porque não tinha torcida, então os Athleticanos; Coxas e Colorados eram sócios; com a Fusão os Athleticanos e coxas caíram fora já que estavam bancando as caras contratações que o Paraná fazia. Ou seja, ficaram só com os gatos pingado de sócios.

wpDiscuz

Últimas Notícias

Mais comentadas