Dois personagens históricos do Coritiba deixaram saudade na temporada 2019. Em abril, morreu Dirceu Krüger, o lendário Flecha Loira, ex-jogador, treinador e, por mais de 50 anos, funcionário do Coxa. Mais tarde, em junho, faleceu o goleiro Jairo, o Pantera Negra, um dos destaques do Coxa nos anos 70.

Veja abaixo outros nomes ligados ao esporte que morreram em 2019:

EMILIANO SALA – 21/1
O jogador argentino morreu com apenas 28 anos, em um acidente de avião. Ele estava indo se apresentar no Cardiff City, que havia investido 15 milhões de libras para tirá-lo do Nantes. Os destroços da aeronave só foram encontrados duas semanas mais tarde. Os dois clubes passaram a travar uma batalha jurídica pelo dinheiro da transferência.

JAIRO – 6/2
Jairo do Nascimento foi o goleiro mais marcante da história do Coritiba. Chegou em 1971 e brilhou por seis temporadas, chegando inclusive à seleção brasileira. Depois de conquistar títulos no Corinthians e no Náutico, voltou ao Coxa e estava no grupo campeão brasileiro de 1985. Morreu aos 72 anos, após longa agonia de um câncer nos rins.

Jairo foi o goleiro mais marcante do Coritiba. Foto: Hugo Harada/Arquivo.

GORDON BANKS – 12/2
O maior goleiro de todos os tempos? O campeão mundial com a Inglaterra na Copa de 1966 viveu seu momento mais marcante em 1970, no México, ao fazer a defesa mais icônica do futebol, na cabeçada de Pelé. Morreu aos 81, em decorrência de um câncer nos rins.

ROBERTO AVALLONE – 25/2
O estilo histriônico e a personalidade forte fizeram do jornalista combativo dos tempos de Jornal da Tarde um personagem da TV no Mesa Redonda, da TV Gazeta. Nos últimos anos de vida, era convidado frequente de programas do SporTV. O Palmeiras era uma paixão tão grande quanto o “jornalismo futebol clube”. Morreu aos 72 anos, após um infarto.

COUTINHO – 11/3
O maior coadjuvante de Pelé. Coutinho teve a glória de ser o camisa 9 do mítico Santos dos anos 1960 – e ao mesmo tempo viveu a carreira sob a sombra do maior do mundo. Seu talento superior permitia ao Rei do Futebol ter um parceiro perfeito para as jogadas de ataque, principalmente as tabelinhas. Morreu aos 75 anos, por complicações da diabete.

EURICO MIRANDA – 12/3
Talvez o dirigente mais polêmico da história do futebol brasileiro, Eurico Miranda liderou o Vasco a algumas das maiores conquistas do clube, mas também colecionou desafetos dentro de São Januário e fora do clube. Foi acusado dos mais diversos crimes, inclusive na CPI do Futebol, em 2001. Morreu aos 74 anos, de câncer no cérebro.

RAFAEL HENZEL – 26/3
Foi tristemente irônico que aquele cara que sobreviveu a um acidente de avião acabou falecendo de forma tão estúpida. Após se recuperar completamente dos ferimentos do voo da Chapecoense, em 2016, Rafael Henzel retomou o trabalho como narrador, além de passar a ter uma vida de palestrante pelo Brasil e pelo mundo. Morreu aos 45 anos, após sofrer um infarto enquanto jogava futebol.

Rafael Henzel foi um dos sobreviventes do acidente de avião com a Chapecoense. No entanto, morreu neste ano ao sofrer um infarto. Foto: Sirli Freitas/Chapecoense.

DIRCEU KRÜGER – 25/4
Sinônimo de Coritiba, o Flecha Loira morreu aos 74 anos após diversas internações. Foram 53 anos de relação, desde 1966, quando ele foi contratado junto ao Britânia. Krüger fez parte daquela que foi a maior geração do Coxa, que foi oito vezes campeão estadual em nove anos e ainda ganhou o Torneio do Povo em 1973. Depois, foi auxiliar, treinador interino, treinador efetivo, coordenador e consultor do clube que se transformou a extensão de sua vida. Sua estátua, inaugurada em 2016, hoje é ponto de encontro da torcida, que fez da despedida ao ídolo uma demonstração de amor ao clube.

LENNART JOHANSSON – 4/6
O grande antagonista de João Havelange – entenda isso como quiser. Poderoso presidente da UEFA de 1990 a 2007, tentou ser presidente da Fifa, mas perdeu para Joseph Blatter – e acusou o rival de compra de votos. Entrou para a história como o cartola que criou a Champions League. Morreu aos 89 anos, após “curta doença”, como informaram seus advogados.

MARLENE MATHEUS – 2/7
Dona Marlene não aceitou entrar para a história apenas como esposa de Vicente Matheus. Foi a primeira presidente de um grande clube brasileiro, comandando o Corinthians entre 1991 e 1993. Ficou no meio de um tiroteio entre cartolas, mas seguiu ativa na política corintiana. Morreu aos 82 anos, e as causas não foram informadas.

JUAREZ SOARES – 23/7
Juarez, o “China” para uma geração de jornalistas e torcedores, foi um dos primeiros a fazer do estilo coloquial uma realidade no jornalismo esportivo. Bem-humorado e de rápido raciocínio, brilhou como repórter e comentarista na Globo e na Bandeirantes. Morreu aos 78 anos, após uma longa luta contra o câncer.

NICOLÁS LEOZ – 28/8
Senhor do futebol sul-americano por 27 anos, foi poderoso e usufruiu desse poder. Em 2010, foram denunciados diversos de seus crimes de corrupção, e passou os últimos anos da vida em prisão domiciliar em Assunção. Morreu aos 90 anos, em decorrência de um infarto.

ANDRADA – 4/9
Mesmo que não quisesse – e não quis por algum tempo – Andrada era lembrado por ser o goleiro que levou o milésimo gol de Pelé, há cinquenta anos. Fez história no Vasco, inclusive conquistando o título brasileiro de 1974. Morreu aos 80 anos, e a causa não foi divulgada.

AÍRTON CORDEIRO – 27/11
O radialista e político curitibano é um dos maiores nomes da comunicação do Paraná. Foi narrador esportivo e comentarista, conseguindo o raro feito de ser extremamente popular nos anos 1970 e nos anos 2000. Também foi vereador, deputado estadual e federal. Autor da lei que garantiu o sigilo da fonte na Constituição. Morreu aos 77 anos, por consequências de um infarto.

Airton Cordeiro foi um dos principais nomes da comunicação no Paraná. Foto: Daniel Castellano/Arquivo.

CILINHO – 28/11
Octacílio Pires de Camargo fez história como técnico do São Paulo. Sob seu comando, foi formado o time dos “Menudos do Morumbi”, que revelou Müller, Silas e Sidney. No final dos anos 1980, teve o nome cotado para assumir a seleção brasileira. Morreu aos 80 anos, após um ano e meio de recuperação de um AVC.

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