Hélio Cury segue à frente da Federação Paranaense de Futebol por mais quatro anos. Na manhã deste sábado (30), em um ato realizado a portas fechadas no hotel Pestana em Curitiba, o atual mandatário foi aclamado por 49 votos e continua na função mais importante do futebol do Estado. Cury não teve adversário no pleito já que a chapa da oposição, encabeçada pelo empresário londrinense Gilberto Ponce foi impugnada. O novo mandato de Cury se refere ao quadriênio 2020 e 2023.

Sem o “bate-chapa”, a reunião serviu apenas para oficializar Cury como presidente, já que não era necessário nenhum voto para ele se reeleger. Estavam aptos a votar 61 clubes profissionais e amadores do Estado, mas. Da capital, o presidente do Coritiba Samir Namur, o vice-presidente do Athletico, Marcio Lara, e o presidente do Paraná Clube, Leonardo Oliveira, estiveram presentes.

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Hélio Cury está na presidência da federação há 12 anos. No final de 2007, ele assumiu o cargo após uma decisão judicial afastar Onaireves Moura da função por conta da acusação de apropriação indevida de verba da instituição. No ano seguinte, Cury foi eleito para exercer o mandato e teve seu “prazo de validade” estendido, já que na ocasião, a pedido da Confederação Brasileira de Futebol em razão da Copa do Mundo de 2014, todas as federações do país tiveram seu comando prorrogado automaticamente até 2015. Ao fim do prazo, no mesmo ano, uma nova eleição foi realizada e o mandatário foi reeleito numa disputa contra Ricardo Gomyde.

Agora oficialmente no cargo por mais quatro anos, Cury destacou o quanto já fez pela FPF e que tem projetos para melhorar as condições dos clubes do Estado. “Quem sabe da condição da FPF de dez anos atrás lembra das dívidas que existiam e hoje estão pagas ou em litígio ou discussão jurídica. Não tem protesto, execução de dívida, aquele show que culminou até em prisão. Conseguimos resolver os problemas financeiros e agora temos projetos importantes, como o de construir alojamento em Curitiba para sub-15, 17, 19 para diminuir custos de clubes. Hoje, por exemplo não cobramos taxas como os 10% da federação, damos bola, orientamos para que os clubes façam os borderôs e não precisem de tesoureiros. Estamos no caminho certo”, enfatizou.

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O presidente pretende estreitar o contato com empresários de diversas regiões para que assim, os clubes possam ter mais verba injetada. Cury disse que a imagem do futebol paranaense foi manchada por conta da corrupção. Voltando a ter a confiança do setor privado ele acredita que vai ajudar os times que hoje sofrem para se manter conseguiriam melhorar suas condições.

“O primeiro caminho é retomar a confiabilidade dos clubes com o empresariado. Havia muito investimento, mas por conta de uma baderna generalizada com corrupção, dirigente desviando dinheiro, sumindo com verbas, perdeu-se a credibilidade. Os clubes pagam hoje por coisas que foram feitas lá trás. Isso criou um problema pela falta de contabilidade. O empresário do município investe em um clube e de repente o dinheiro sumia. Os empresários se afastaram. Há uma retomada boa quanto a isso temos como exemplo o Cianorte e o Operário junto com o empresariado”, finalizou.

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