Lutar contra o rebaixamento não é uma novidade para Fabrício. Em 2011, o volante viu o Cruzeiro – clube que defendia à época – se salvar da queda na última rodada com uma goleada por 6 a 1 sobre o Atlético-MG e espera não repetir o drama no São Paulo, atual penúltimo colocado do Campeonato Brasileiro, com nove pontos.

Ciente da grave crise em que o time se encontra, o jogador lamenta o momento e ressalta que o principal aprendizado daquela temporada é que o time tricolor precisa reagir logo para evitar o desespero nas rodadas finais. A diferença, aponta, é que o São Paulo é mais qualificado que o Cruzeiro daquele ano.

“Foi um ano difícil aquele. A experiência que peguei lá é que precisamos resolver o assunto logo, lá a gente sempre pensava que estava cedo e só nos salvamos na última rodada. A diferença para aquele time é que agora temos um elenco mais qualificado e isso nos ajuda a sair dessa situação um pouco grande”, disse.

O jogador também faz um alerta para os são-paulinos, que se gabam de nunca terem sido rebaixados em sua história. Se alguém acha que apenas a história e a tradição do clube serão suficientes para mantê-lo na elite, é melhor mudar de mentalidade imediatamente.

“Camisa só não ganha jogo, não adianta entrar em campo e não só porque é o São Paulo que vamos ganhar. Temos evoluído, mas não é o suficiente para voltarmos a ganhar. O jogador do outro lado tem confiança e o sonho de evoluir profissionalmente. Se acharmos que só camisa e história vão ganhar o jogo, não vai.”

E mesmo no momento tão ruim, Fabrício enxerga algumas evoluções na equipe, especialmente no posicionamento em campo. Mesmo reconhecendo que ainda não é o suficiente, ele comemora os primeiros passos.

“Melhoramos, começamos a respeitar mais as zonas de marcação, onde cada um tem que ficar. Começamos a ter um padrão; quem tem que atacar, ataca; quem tem que defender, defende. Isso já melhorou, mas ainda falta muita coisa”, analisou.