Atlético negociou nesta sexta-feira a venda de 70% dos direitos econômicos do atacante Douglas Coutinho, uma das principais revelações do Rubro-Negro nos últimos anos, por 4,5 milhões de euros (equivalente a R$ 14 milhões). Aos 20 anos o atacante agora passa a fazer parte de um “portfólio” administrado pelo grupo Doyen Sports, formado por investidores da pequena ilha de Malta, sul da Europa. A negociação acontecia há duas semanas e foi sacramentada em uma reunião na última quinta-feira e confirmada pelos investidores nesta sexta-feira.

A transação foi classificada como excelente pelo empresário de Coutinho, Taciano Pimenta, e comemorada pela torcida, já que os valores acabaram surpreendendo. “Acredito que o presidente, um expert em negócios, conseguiu uma boa negociação para o Atlético, o jogador e para todos os envolvidos”, disse à Tribuna 98. O empresário viajaria na próxima semana para ouvir propostas de clubes da Europa, mas o próprio presidente Mário Celso Petraglia tomou à frente das negociações e acertou a venda para a Doyen.

Além de colocar dinheiro diretamente no caixa, o Atlético foi hábil e atento ao fazer valer uma cláusula no contrato com Coutinho que previa a preferência de compra de 15% dos direitos econômicos do jogador que pertenciam a seu empresário. Os outros 15% pertencem ao próprio Coutinho. “Estávamos negociando com o Jorge Mendes, através do Deco (ex-jogador), e quando oficializamos a proposta deles ao Atlético, o presidente foi inteligente, exerceu a sua opção e conseguiu negociar o atleta por um valor maior com o fundo de investimentos”.

Os novos administradores da carreira de Coutinho têm alguns planos para o jogador. A ideia inicial é leva-lo para a Europa já na próxima janela, em janeiro de 2015, para colocá-lo inicialmente em um clube que tenha potencial de revendê-lo um pouco mais tarde. “Eu acredito que como um fundo investidor, devem trabalhar algum clube vendedor, não um gigante como o Manchester, que não tem característica principal negociar jogadores. Acredito que seja um clube grande que tenha no seu DNA um histórico de vendas de grandes jogadores para gigantes com o Manchester. Vamos trabalhar para isso”, disse.

O Porto, de Portugal, e o Atlético de Madrid, da Espanha, são os mais cotados. “Temos grandes clubes de Portugal, pois a adaptação seria mais fácil, a língua, o clima. Vamos pensar com calma esses dias para definir para qual país ele vai. A Espanha também a gente imagina que a adaptação é mais tranquila que Alemanha ou Inglaterra nesse primeiro momento”, afirmou.

O jogador recebeu a notícia junto da esposa e do filho. “Não poderia ser de outra forma. Muita alegria, entusiasmo. Agora precisa continuar trabalhando firme. Terminar bem os jogos que faltam para trabalharmos uma situação para ele já em janeiro”, garantiu Pimenta. Entre as opções que se apresentam para a carreira de Coutinho, ficar no Atlético também é considerado. “Ele é jogador do Atlético e tem contrato até julho de 2017. A possibilidade existe, mas tem que trabalhar. Se não aparecer nada até janeiro, segue feliz aqui”, concluiu.