Brasília – Participando do Globo Esportivo, da rádio Globo do Rio de Janeiro, o Marcelo Barreto me perguntou como o Athletico pensa em parar o Flamengo na Supercopa do Brasil, neste domingo (16), às 11h, no Mané Garrincha. Na verdade, a pergunta que ele faz praticamente todo mundo que vive o futebol também faz: como parar o campeão brasileiro e da Libertadores? O que podemos tentar é recuperar momentos e situações que complicaram o time carioca, e que podem ser caminhos para o Furacão no jogão aqui em Brasília.

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Intensidade

Os melhores momentos do Athletico diante do Flamengo foram quando o Furacão teve intensidade. Nos jogos das quartas de final da Copa do Brasil, quando deu o Rubro-Negro diante dos cariocas, isso aconteceu no primeiro tempo do jogo de ida, na Baixada, e no segundo tempo do jogo de volta, no Maracanã. O Fla não é um time preparado para se defender, é uma equipe que quer dominar o jogo desde o primeiro momento.

Léo Cittadini pode ser uma das chaves da vitória para o Furacão. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

E não há contraveneno melhor do que praticar a mesma estratégia. Agredir na marcação já no campo ofensivo, buscar a pressão constante, usar a velocidade de Rony para gerar dificuldade aos laterais, ter Erick e Léo Cittadini quebrando as linhas e impedindo que o Flamengo tenha sossego para começar as jogadas.

Resolução rápida

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Diante de um time tão forte, o Athletico tem que ser objetivo. Tem a possibilidade da finalização, que se busque sempre o caminho mais rápido. Vai haver espaço para contra-atacar, e nessas horas a eficiência no passe e a tomada de decisão vão fazer a diferença. Não é jogo para um toquinho a mais, e sim para dar o bote certeiro.

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Rony

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O camisa 7 do Furacão é quem melhor representa as duas características acima. Não há no Athletico um jogador mais agudo e mais decisivo. Não foi à toa que a diretoria deu uma virada nas negociações, impediu a saída dele (para Palmeiras e Corinthians) e encaminhou uma renovação – que deu uma empacada, e terá novos capítulos na semana que vem.

Rony tem que engatar a sexta marcha e botar os flamenguistas pra correr. Foto: Jonathan Campos/Arquivo

Sem Rony, o Rubro-Negro era um time organizado, mas com menos capacidade de surpreender. Claro que é preciso dar o desconto para o atacante, que terá seu primeiro jogo na temporada diante do Flamengo. Mas pelo que todos conhecemos dele, o caminho da vitória passa pelos seus pés.

Simplicidade

Quando se fala que o Athletico não pode dar um toquinho a mais, isso se aplica também ao setor defensivo. Não dá pra esquecer o segundo gol de Bruno Henrique na última partida entre as equipes, no returno do Brasileirão do ano passado. Uma saída de bola pressionada em que se tentou resolver da maneira mais complicada – trocando passes dentro da própria área.

Sair jogando desde Santos é uma característica do Furacão. Com Fernando Diniz, era exageradamente usada. Com Tiago Nunes, melhorou, mas ainda houve sustos. Dorival Júnior, mais experiente, certamente vai avisar a rapaziada que jogar simples é fundamental diante do Flamengo.

Santos

O bate-papo com Santos no Seleção SporTV. Foto: Reprodução/SporTV

Falei do goleiro do Athletico e ele é um dos personagens da Supercopa. Na sexta (14), ele conversou com a gente no Seleção SporTV, e na tranquilidade de suas respostas surgiu de novo o cara que definiu a classificação para a semifinal da Copa do Brasil. Santos não vai sentir o frisson dos mais de 50 mil flamenguistas que estarão no Mané Garrincha, assim como não sentiu as 70 mil pessoas do Maracanã. Se o Furacão precisar dele, principalmente em uma decisão por pênaltis, Santos pode fazer a diferença.

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