Neste domingo (16) tem a Supercopa do Brasil, o Flamengo x Athletico que reúne os campeões do Brasileiro e da Copa do Brasil. Será a sexta vez que os rubro-negros vão se encontrar em duelos eliminatórios – ou mata-mata, com jogos em ida e volta, ou só o ‘mata’, em partidas únicas. O Fla leva vantagem, mas deu Furacão nas duas últimas séries. Na espera para o jogão das 11h de domingo no Mané Garrincha, vamos relembrar as outras séries.

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1983 – Para a história

Zico era o ídolo maior daqueles tempos. E foi decisivo no jogo de ida. Foto: Arquivo

O primeiro confronto Flamengo x Athletico valendo muita coisa foi a semifinal da Taça de Ouro de 1983. Era a primeira vez do Furacão em um duelo dessa grandeza em campeonatos brasileiros, e esse noviciado atrapalhou no jogo de ida, numa noite de quinta-feira, no Maracanã. Com Zico voando (ele marcou dois gols, o outro foi de Vítor), o Mengo fez 3×0 e chegou em ampla vantagem para a partida de volta, no Couto Pereira.

Será que tava cheio o estádio? Foto: Arquivo

Cabia ao Rubro-Negro vencer pelo mesmo placar para garantir a classificação para enfrentar o Santos na final. Com o Couto completamente lotado, 67.391 pessoas acotoveladas nas arquibancadas e até nas torres de iluminação, o Athletico venceu por 2×0, com Washington marcando duas vezes. Faltou um gol para a conquista da vaga, mas aquela partida entrou na história.

2011 – Deu tudo errado

Ronaldinho e Negueba comemoram. Foto: Arquivo

O Athletico não queria nada com a Copa Sul-Americana em 2011, por conta da luta para tentar fugir do rebaixamento. Por isso, Renato Gaúcho – sim, ele era o técnico rubro-negro – mandou um time reserva a campo nas duas partidas. Daquele time, apenas Santos continua no clube. O Flamengo venceu as duas partidas por 1×0 e seguiu na competição. Além da eliminação, o Furacão ainda amargou a queda para a Série B,

2013 – A final

A Copa do Brasil de 2013 foi decidida em dois Flamengo x Athletico. O Furacão tinha eliminado Grêmio e Internacional em sequência e chegava embalado para a final, diante de um Mengo longe de ser o time estrelado de hoje. Na ida, jogada na Vila Capanema, Marcelo Cirino fez um golaço para abrir o placar, mas Amaral acertou um pombo sem asa para empatar a partida.

Paulo Baier e Luiz Alberto lamentam a derrota no Maracanã. Foto: Arquivo

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Com o 1×1 de Curitiba, estava tudo aberto para a volta, já no Maracanã reformado para a Copa do Mundo. Num jogo truncado, complicado, o Athletico não conseguiu se impor, e no segundo tempo o time de Vágner Mancini foi envolvido pelos donos da casa. Com gols de Elias e Hernane, o Flamengo levantou a taça.

2016 – Gol da joia

Marcos Guilherme, o herói da classificação para a final da Primeira Liga. Foto: Arquivo

Na Primeira Liga, aquela competição que tinha tudo para dar certo e deu errado, uma das semifinais de 2016 era Flamengo x Athletico. A partida foi em Juiz de Fora, praticamente uma extensão do Rio de Janeiro (assim como Brasília). O Fla era favorito (assim como agora) e o técnico da equipe carioca era badalado (assim como agora). Com um treinador experiente (assim como agora), o Furacão era azarão (assim como agora) mas acabou vencendo. Foi 1×0, num belo gol de Marcos Guilherme, a joia da base rubro-negra, que no final não vingou por aqui e hoje defende o Internacional.

2019 – Maracanazo curitibano

O Flamengo da Copa do Brasil do ano passado já era esse Flamengo – com Jorge Jesus, Gabigol, Bruno Henrique, Rafinha, Everton Ribeiro e etcetera. O Ahtletico era o que entraria para a história como campeão da Copa do Brasil – com Tiago Nunes, Santos, Bruno Guimarães, Rony e Marco Ruben. O jogo de ida das quartas de final foi justamente a estreia do Mister no time carioca. Deu 1×1 na Arena da Baixada, gols de Léo Pereira para o Furacão e Gabigol para o Mengo.

Rony brilhou no Maracanã, e é a esperança rubro-negra na Supercopa. Foto: Magalhães Jr./Gazeta do Povo

Na volta, num Maracanã com quase 70 mil pessoas, os donos da casa pressionaram desde o início, acertaram uma bola na trave com Lincoln e abriram o placar com outro gol de Gabriel Barbosa. Mas aí o Furacão mudou de postura, passou a jogar e não só se defender. E em uma jogada de alta velocidade, Rony deixou tudo igual. O camisa 7 atleticano quase virou o jogo no tempo normal, mas o 1×1 levou a decisão para os pênaltis. Aí brilhou Santos, que pegou duas cobranças, e Bruno Guimarães, que definiu a classificação do Furacão para a semifinal. E o resto é história.

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