O Paraná Clube convivia com duas situações – era preciso preservar o elenco para o jogo da terça (10) contra o Botafogo, pela Copa do Brasil, mas era obrigação vencer o União Beltrão neste sábado (7), pela penúltima rodada da primeira fase do Campeonato Paranaense. O Tricolor fez o certo e fez o obrigatório: resguardou seus principais jogadores, especialmente Fabrício e Renan Bressan, e venceu o União por 2×0, ficando praticamente classificado para as quartas de final.

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Allan Aal tem algumas convicções. Uma delas é a escalação de três atacantes – sim, eles voltam para marcar, mas sempre são três atacantes. E tem vezes em que não funciona. O gol paranista só saiu porque Marcelo se movimentou como um camisa 10, abrindo espaços para Andrey receber na área o passe de Gustavo Mosquito. Foi o gol que resolveu a primeira etapa, mas foi praticamente a única jogada ofensiva do Paraná Clube.

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E a movimentação tática tricolor deu ao União uma liberdade que normalmente os adversários não tem mesmo jogando na Vila Capanema – a base da estratégia de Allan é evitar que o outro lado goste do jogo. Foi justamente o que o time de Agenor Piccinin fez. Até o 1×0 de Andrey, o Paraná era pressionado pelos visitantes. Depois do 1×0 de Andrey, isso continuou acontecendo. E tudo partia da facilidade para jogar no meio-campo.

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Como o time de Francisco Beltrão tem deficiências técnicas notórias, mesmo passando por apertos o Tricolor tinha a vantagem – e, na saída para o intervalo, parecia que era preciso um pouco de acerto para resolver a partida.

De novo só um lance

Allan dando aquela letra pra rapaziada. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

Só que o cenário não mudou. Aos trancos e barrancos, o União ficava mais com a posse de bola e ficava rondando a área do Paraná. Tirando Luan, que levou ampla vantagem sobre Hulk, a turma ofensiva dos visitantes não tinha muita intimidade com a bola. Com Robson em campo no lugar de Michel, o Tricolor estava montado para o contra-ataque.

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E foi assim que saiu o gol que resolveu a partida. Na roubada de bola de Kaio e na velocidade de Andrey, Marcelo e finalmente Robson, o Paraná fez 2×0. Só que em vez de comemorar ele foi reclamar da torcida. Perdeu uma chance de não fazer bobagem. Com a vaga nas oitavas de final encaminhada, os paranistas apenas cuidaram do resultado. Pois se antes do jogo a Copa do Brasil era mais importante, agora então é prioridade total.

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