Brasília – Para a CBF, estamos diante de uma superprodução. No caso, a Supercopa do Brasil, o jogão Flamengo x Athletico, que acontece neste domingo (16), às 11h, no Mané Garrincha. A entidade quer fazer do duelo um evento especial, e promove desta forma – ostensivamente, por sinal.

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A CBF bebe claramente na fonte da Liga dos Campeões da Europa. Desta vez, apenas os direitos de transmissão foram vendidos. Toda a organização do evento, inclusive a geração das imagens que você verá na RPC, é da confederação. É um perfil bem distinto da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro.

Dessa forma, a CBF cuida das placas de publicidade, da bilheteria, dos eventos prévios, de toda a produção visual do Mané Garrincha, da segurança, da logística dos clubes. Para este ano, deve dar prejuízo, mas a ideia e lucrar com a Supercopa já a partir de 2021.

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E mais do que nunca dona do evento, a CBF faz de tudo. Todos os repórteres – de rádio e TV – ganharam espumas específicas, alusivas à Supercopa, uniformizando o trabalho dos jornalistas em uma mesma marca. Na manhã deste sábado (15), foi anunciada a venda de réplicas das medalhas dos campões por R$ 20,00 para os torcedores que estiverem no Mané Garrincha. Pra lucrar, vale tudo.

Mas o clima de superprodução – termo usado pelo diretor de competições da CBF, Manoel Flores – é mais no discurso e na expectativa do jogo. A logística mostrou problemas, como o treino do Athletico em um estádio ‘alternativo’ e as condições de gramado no estádio Nacional. Mas o apelo do jogo entre Furacão e Flamengo vai garantir o sucesso da Supercopa. O estádio estará quase lotado, a renda será espetacular e a entidade vai comemorar o êxito da operação. E mais uma forma pra ganhar dinheiro.

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