A mobilização do Coritiba para a Série B deste ano é bem diferente de 2018. Após um período de muitas turbulências e de dificuldade dentro e fora de campo, o Coxa tenta reaproximar a torcida do time. Até agora, foram cinco pontos em três jogos, e duas partidas com casa cheia no Couto Pereira. Tudo isso para recolocar o Coxa na primeira divisão – o que é mais que uma obsessão, e sim uma condição para a recuperação financeira do clube.

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Especialista em gestão empresarial, o vice-presidente do Coxa, Eduardo Bastos de Barros, tem um diagnóstico muito realista. “Não subir em 2019 é um grave risco à sobrevivência financeira do Coritiba”, disse o dirigente, em entrevista à Gazeta do Povo. A conta é feita basicamente com o impacto dos direitos de transmissão no orçamento alviverde. Sem os contratos antigos, que tinham redutores (às vezes bem suaves) quando de rebaixamento, agora o acerto é fechado pela divisão.

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Na foto da diretoria do Coritiba, Eduardo Bastos de Barros é o primeiro à esquerda, ao lado do presidente Samir Namur. Foto: Jonathan Campos
Na foto da diretoria do Coritiba, Eduardo Bastos de Barros é o primeiro à esquerda, ao lado do presidente Samir Namur. Foto: Jonathan Campos

Do ano passado para este ano, a renda coxa-branca vinda da TV ficou cinco vezes menor. O contrato terminou no final de 2018 – e mesmo disputando a Série B, o Coritiba recebeu quase R$ 35 milhões de reais. Agora, o valor final deve chegar a R$ 7 milhões, uma queda que refletiu principalmente na montagem do elenco, apostando em jogadores mais baratos e alguns nem tão conhecidos do grande público.

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E é por isso a preocupação expressada por Eduardo Barros. “Os times que tradicionalmente frequentaram a Série A têm estruturas caras e dívidas compatíveis com essas estruturas. São passivos elevados. Deixar um time desses com uma receita, a grosso modo de até R$ 7 milhões da TV, mais o valor dos sócios, o inviabiliza completamente. Se os clubes ainda não perceberam, precisam perceber de forma urgente que ficar na Série B é um risco à sobrevivência”, afirmou.

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Para o vice-presidente do Coritiba, a torcida é quem pode ajudar – não só aproveitando as promoções, mas também se associando ao clube. “A diferença entre subir ou não está na receita dos sócios, nossa segunda maior fonte de renda. A torcida precisa se conscientizar que precisa apoiar no momento bom e no ruim”, resumiu Eduardo Barros.

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