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Coritiba

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Parte da história

Primeiro ‘coxa-branca’ da história completaria 100 anos nesta quarta

Zagueiro Breyer, ‘responsável’ pelo apelido do Coritiba, faria aniversário neste dia 6 de fevereiro e tem seu nome na história do clube

  • Por Ricardo Brejinski
Breyer em 1939. Ele é o primeiro à esquerda na foto, ao lado de Batista, Sardinha, Cecílio e Saul. Foto: Arquivo

Tradicionalmente conhecido no Brasil inteiro como Coxa, o Coritiba talvez seja um dos clubes do Brasil mais chamados pelo apelido do que pelo próprio nome. Uma ‘alcunha’ que hoje é bem vista e aceita pelos torcedores. Mas nem sempre foi assim. O culpado, indiretamente, pelo apelido de time coxa-branca é o zagueiro Hans Egon Breyer, que completa 100 anos nesta quarta-feira (6).

Nascido no dia 6 de fevereiro de 1919, em Velbert, na Alemanha, ele veio para o Brasil como criança e logo se adaptou ao novo país e ao esporte. Foi vice-campeão brasileiro de pentatlo e o atletismo logo o levou ao futebol, quando treinava na pista de atletismo do Belfort Duarte, atualmente Couto Pereira.

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Rapidamente integrou o elenco do Coritiba. Primeiro, como ponta-direita, sendo campeão paranaense de 1939. Em seguida, virou zagueiro e em 1941 veio o apelido, que, no início não agradou. Na final do Estadual de 1941, contra o Athletico, Breyer, por ter a pela muito clara, foi insultado pelo adversário Jofre Cabral e Silva, que o chamou de ‘quinta-coluna’ e ‘coxa-branca’.

Breyer na época em que jogava no Coritiba. Foto: Arquivo

Breyer na época em que jogava no Coritiba. Foto: Arquivo

O ato de preconceito incomodou bastante Breyer, que parou de jogar com apenas 25 anos, em 1944, para largar o futebol e seguir a vida em outro rumo, e se afastou dos estádios justamente para evitar ouvir o apelido. Porém, em 1969, a história mudou. Quando o Alviverde conquistou o Paranaense daquele ano, a torcida adotou o apelido e gritou ‘Coxa!’ para comemorar.

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“Ficou uma identidade muito forte com o apelido. É um dos poucos clubes que o apelido se confunde com o nome. O clube é mais conhecido pelo apelido. E isso veio se consolidando. Isso aconteceu na década de 1940, mas na verdade depois de 1960 é que o apelido se consolidou. No início a explicação era meio genérica, mas depois a história foi se esclarecendo. Essa consolidação está em processo de todo mundo saber da real da história”, contou o filho de Breyer, Enio.

Com o passar do tempo, o Coxa virou um sinônimo do Coritiba e o apelido, antes pejorativo, se tornou carinhoso. O mesmo não pode se dizer do vínculo do ex-zagueiro com o clube.

Lápide de Breyer, com o apelido de 'O Coxa Branca'. Foto: Arquivo

Lápide de Breyer, com o apelido de ‘O Coxa Branca’. Foto: Arquivo

“Com o clube ele não teve muita ligação. Continuou sócio, mas sem nenhuma ligação formal. O que aconteceu, mas não ligado ao clube, é que teve o livro ‘Eterno campeões’, e nessa ocasião entraram em contato, pediram material e tem toda a história dele lá”, ressaltou Enio Breyer.

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Passado tanto tempo, o ex-defensor, hoje no hall de ídolos do Coritiba, comemora 100 anos. Não em vida, uma vez que faleceu no dia 21 de março de 2001. Mas, para quem conhece a história do clube, sabe o quanto ele foi importante. E para quem conviveu com ele no dia a dia, a saudade é ainda maior.

“Ele era uma pessoa muito correta, muito justo, rígido, mas defendia a família acima de tudo. Lutou muito para nos dar educação, para mim e para o meu irmão termos uma boa formação. É um marco, um centenário, uma data muito interessante e merece muito ser lembrada”, relembrou um emocionado filho.

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34 Comentários em "Primeiro ‘coxa-branca’ da história completaria 100 anos nesta quarta"


Luiz Carlos
Luiz Carlos
10 dias 16 horas atrás

Se são tão originais porque não ficaram com esta camisa até hoje? Porque copiaram a camisa do São Paulo?

Alto De Tantas Glórias
Alto De Tantas Glórias
10 dias 17 horas atrás

Quando se tem história e tradição é outra coisa! Diferente de timinho sem expressão que troca nome, camisa e escudo toda semana!

Luiz Carlos
Luiz Carlos
10 dias 16 horas atrás

Vc não sabe ler? Tradição? Mas o estádio se chamava Belfort e mudou pra Couto. O hino que era cori cori cori coritiba tb mudou e continua tão feio qto o original. Outra coisa, o cara achou o apelido racista e ainda assim teve o apelido na lápide? É a mesma coisa q o cara morrer e colocar paquita.

Luiz Carlos
Luiz Carlos
10 dias 16 horas atrás

Realmente, tem historia, tem passado. Mas o presente ta afundado e o futuro nao parece nada promissor.

Tom Redblack
Tom Redblack
10 dias 19 horas atrás

Se o Jofre Cabral chama-se esses pangarés de panakas hoje estariam dizendo que torcem pro co-coritiba e são panakas HIHIHIHIHIHIHIHI

Alto De Tantas Glórias
Alto De Tantas Glórias
10 dias 17 horas atrás

Se teu pai e tua mãe tivessem te matriculado no ensino fundamental……… Hoje vc seria alguém

General
General
10 dias 20 horas atrás

Cosha é membro inferior…..kkkkkkk…..kkkkkk

Marcos Aurelio
Marcos Aurelio
10 dias 23 horas atrás

Bela história, e história é pra quem tem, quem não tem bate palmas, silencia ou desdenha.

Ricardo Soares
Ricardo Soares
10 dias 21 horas atrás

Oque aconteceu foi que o Ferroviario se preparava para sua segunda participacao no Roberto Gomes Pedrosa, o futuro Campeonato Brasileiro, em 1.968,

Ricardo Soares
Ricardo Soares
10 dias 21 horas atrás

quando o mandatario da Federacao determinou que o time campeao estadual (por sinal o dele) seria o nosso representante.

Ricardo Soares
Ricardo Soares
10 dias 21 horas atrás

Tres anos depois o Ferroviario mudou sua denominacao para Colorado, embora continuasse sendo o Boca-negra, com a mesma torcida e jogando em Vila Capanema.

Ricardo Soares
Ricardo Soares
10 dias 21 horas atrás

Grandes dificuldades viriam para o povo Boca-negra, mas para o Atletico foi o maior presente de sua existencia.

Ricardo Soares
Ricardo Soares
10 dias 21 horas atrás

Teve um grande ano, com grandes feitos, enquanto o Boca praticamente foi obrigado a ceder a Vila e sua maior contratacao, o idolo Madureira.

Ricardo Soares
Ricardo Soares
10 dias 20 horas atrás

Naquele ano fomos seguidamente incentivados a tambem irmos a Vila, “ver o Madureira em campo”. So’ que aquela nao era a nossa camisa vermelha idolatrada.

Ricardo Soares
Ricardo Soares
10 dias 20 horas atrás

Muitos foram, principalmente contra o grande Santos da epoca, e ja’ na epoca de registro de publico, ocorreu o tal recorde da Vila. Mas nos e os Coxas estavamos la’, pois o Santos era a grande atracao.

Ricardo Soares
Ricardo Soares
10 dias 20 horas atrás

Acontece que no ano anterior, 1.967, o registro era da renda, do valor em dinheiro arrecadado. Mas ocorreram tambem grandes publicos nos jogos do Boca, so’ que sem registro de publico.

Ricardo Soares
Ricardo Soares
10 dias 20 horas atrás

E quanto ao tema da coluna, naquele ano o Atletico decidiu adotar tambem uma postura identica a dos Bocas e que fez a historia da Vila.

Tom Redblack
Tom Redblack
10 dias 19 horas atrás

Cara…chega por favor!

Ricardo Soares
Ricardo Soares
10 dias 19 horas atrás

Entao serei mais claro: foi quando depois de uma historia como po’-de-arroz, teu time resolveu imitar o fantastico, maravilhoso e democratico jeitao de ser do Boca-negra.
BOCAETERNAMENTE.

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