“É a oportunidade da minha vida”. Foi assim que o goleiro Alex Muralha resumiu a sua chegada ao Coritiba para a temporada de 2019. Mesmo ainda com 29 anos, o novo arqueiro alviverde já viveu de tudo. Talvez sua história no futebol, que começou aos 10 anos de idade no interior do Paraná, vire um dia um livro. Contestado na passagem que teve pelo Flamengo e sendo até chacota de torcedores de outros times e de parte da imprensa carioca, Muralha busca no Coxa um recomeço na carreira.

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Ele, que chegou a ser convocado para a seleção brasileira e por último estava atuando na segunda divisão do Campeonato Japonês, encarou o desafio de ajudar o Coritiba na temporada de 2019. Além de dar a volta por cima vestindo a camisa coxa-branca, Alex Muralha quer encerrar o ano recolocando o Verdão de novo na elite do futebol nacional.

“Nos últimos anos posso falar que vivi de tudo na minha vida. Falaram que minha vida dava para contar uma história. Fiz a base aqui no Paraná quando era moleque, acabei criando raízes aqui. Minha vida foi feita de altos e baixos. De momentos maravilhosos e ruins também. Isso afetou diretamente todas as áreas da minha vida profissional e familiar. É um desafio para eu mostrar quem sou realmente. Vamos botar o Coritiba na primeira divisão. A gente sabe que a Série B é um campeonato muito difícil, disputado, mas vamos dar o melhor para conseguir o objetivo”, garantiu Muralha.

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O novo goleiro do Coritiba não disputa uma partida oficial há cinco meses. Estava apenas treinando no Flamengo até ser chamado para defender o time coxa-branca na sequência da temporada. “É a oportunidade da minha vida. Em todos os lugares foi assim. Era sempre uma única chance. Ou vai ou não vai. Sempre foi assim e sempre respondi. Agora, para mim, é a oportunidade da minha vida”, emendou.

Alex recebe a camisa do executivo Rodrigo Pastana. Foto: André Rodrigues
Alex recebe a camisa do executivo Rodrigo Pastana. Foto: André Rodrigues

Alex já jogou no futebol paranaense, no início da carreira, quando defendeu as cores do Serrano de Prudentópolis. Depois, se destacou no Comercial de Ribeirão Preto. No time do interior de São Paulo, passou a ser chamado de Muralha. O apelido pegou e ganhou força no Figueirense, quando se destacou antes de ganhar a chance no Flamengo.

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No dicionário, muralha significa “muro extenso composto por grandes blocos de pedra para defender fortalezas”. É com esse pensamento que o goleiro coxa-branca chega no clube. No Coritiba, ele quer continuar a ser chamado assim. Quer, sem dúvidas, fazer jus a esse apelido e voltar a figurar como um dos grandes goleiros do futebol brasileiro.

“Sou conhecido no futebol brasileiro como Muralha. Foi um apelido carinhoso que ganhei no Comercial de Ribeirão Preto, onde fui muito feliz. No Figueirense, eles reviraram e começaram a me chamar e ficou até hoje. Eu prefiro continuar como Muralha”, comentou o goleiro.

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Em todo a sua trajetória no futebol, Alex Muralha chegou a ser questionado se pararia de jogar futebol tamanha foi a cobrança e as críticas. O goleiro foi achacado, chegou a virar motivo de piada, mas seguiu firme. No Coritiba, a pressão é grande, mas a sua missão é reencontrar seu melhor futebol e dar a volta por cima.

“Vou provar a mim mesmo do que sou capaz. Ninguém chega na seleção se não tiver qualidade, sem ser um grande jogador. Tive momentos felizes e turbulentos no Flamengo. Já passou. É ano novo e pretendo fazer bons jogos para ajudar o Coritiba a alcançar seus objetivos”, arrematou Alex Muralha.

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