A cada atuação ruim e resultado indesejado, o Coritiba se vê pressionado a ir no mercado para reforçar o time – mesmo que neste momento não seja mais possível inscrever jogadores para o Campeonato Paranaense. A diretoria segue trabalhando, pensando na montagem do elenco para o Campeonato Brasileiro da Série B. Mas sabe que não poderá investir alto para a prioridade da temporada, que é a volta para a primeira divisão.

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O executivo de futebol Rodrigo Pastana, hoje a voz decisiva no clube para contratações, admitiu em entrevista à rádio Banda B que os problemas financeiros do Coxa impedem voos mais altos. “A gente sabe que o trabalho desse ano é muito duro, porque tem a questão das cotas. Não tem mais aquele negócio que desce da Série A para a Série B, ou era do famoso Clube dos 13, não tem cota diferenciada”, comentou, ressaltando que não é um problema só do Alviverde. “A limitação financeira existe para nós e para os outros clubes”.

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Com isso, apesar dos apelos da torcida, não se devem esperar jogadores de maior renome – e, por consequência, de salários mais altos. “Por ter trabalhado em várias equipes que tinha uma certa limitação financeira, eu também nem olho para jogadores de três dígitos”, disse Pastana, citando atletas que recebem mais de R$ 100 mil.

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O Coxa reduziu muito o seu orçamento de 2018 para 2019. Foram dispensados diversos jogadores de salários altos (Alecsandro, Uillian Correia, Alisson Farias) e emprestou outros em situação semelhante (William Matheus e Jonatas Belusso). Quem ainda está no clube, como Rafael Lima, treina em separado enquanto não encontra um interessado em sua contratação. Tudo para evitar gastos fora dos planos.

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Mesmo assim, Pastana garante que o clube está de olho em reforços. “Eu vejo muitos jogos, adoro ir ao estádio, porque é diferente. Nós também temos um departamento de análise muito eficaz, eles assistem cerca de cinco jogos inteiros por dia e isso facilita o nosso trabalho”, disse o dirigente, que ressaltou a importância do Coritiba buscar o título paranaense. “Eu não acho fundamental, mas acho importantíssimo. O grupo do ano passado se acostumou a perder. Nós não podemos nos acomodar com o empate, a derrota ou uma partida mal jogada. A gente precisa ter uma mente vencedora”, finalizou.

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