A crise política que afeta o Coritiba e que culminou com a renúncia do vice-presidente de futebol do clube, Ernesto Pedroso, desenhou o ambiente ruim e inseguro que o Alviverde vive intramuros. “Há uma convivência difícil dessa diretoria, com desconfiança de atitudes e pensamentos distintos. Tivemos o alerta na saída do Ricardo Guerra. Ficou bem claro naquele momento, mas o presidente preferiu continuar da mesma forma e acabou com esse mal estar de agora deste abaixo-assinado”, disse o agora ex-vice-ppresidente.

De toda essa movimentação que terminou com a sua saída, Ernesto Pedroso não escondeu a mágoa que ficou do presidente Rogério Portugal Bacellar. Amigos pessoais, o ex-dirigente admitiu que esperava um outro posicionamento do mandatário coxa-branca no momento em que pediu a sua renúncia do cargo de vice-presidente de futebol do Coritiba. “Se eu era o homem de confiança dele, ele podia ter chamado a responsabilidade para ele. Mas então eu não era esse homem de confiança. Então eu saí e isso me magoou extremamente”, detalhou.

Pedroso também confirmou que não tinha um bom relacionamento com o primeiro vice-presidente do clube, André Macias, que também faz parte do G5. O ex-dirigente confirmou que foi bastante questionado quando decidiu contratar o atacante Marcos Aurélio. “Sofri contestações graves de pessoas de dentro do clube quando trouxemos o Marcos Aurélio. Foi uma situação desagradável e que desestabiliza o clube intramuros”, pontuou. “Tinha divergências sérias com o Macias (André) e não sei qual a razão verdadeira. Foi uma pessoa que contestou de forma acintosa a contratação do Marcos Aurélio”, admitiu.

Petruzziello lamenta saída de Pedroso

Apesar de ter vindo do Conselho Deliberativo do Coritiba o início de um abaixo-assinado pedindo a saída do Ernesto Pedroso, o presidente do grupo, Pierpaolo Petruzziello ficou surpreso e lamentou a saída do dirigente, que era o homem forte do futebol alviverde desde que a nova gestão assumiu o clube, no começo deste ano. “Eu lamento a saída do Pedroso (Ernesto) e é a única afirmação que posso dar no momento”, resumiu. Petruzziello disse ainda que estava sabendo do abaixo-assinado para a saída de Pedroso, mas quando foi avisar o dirigente, ele já havia oficializado a sua saída junto ao presidente Rogério Portugal Bacellar. “Estava sabendo dessa movimentação, mas quando fui comunicar ao Pedroso ele já tinha pedido a sua saída ao presidente”, explicou.

O movimento pedindo a saída de Pedroso foi feito tanto por membros da situação, quanto da oposição que fazem parte do Conselho Deliberativo do Coritiba. “Na crise as pessoas buscaram algumas alternativas, mas não fiquei sabendo que queriam a saída dele”, apontou Petruzziello. Independentemente disso, Pier espera ver uma melhora no futebol daqui em diante. “Torço para que o futebol dê certo. Lamento a saída do Pedroso, que é um grande coxa-branca, contribuiu com o clube e dedicou parte da sua vida ao Coritiba e espero que o clube siga o seu futuro, independente das pessoas. O Coritiba é maior do que as pessoas”, arrematou.