Ainda que dias atrás 53% dos brasileiros não estivessem interessados no Mundial, segundo pesquisa do Datafolha, o mercado espera faturar mais durante este período, apostando que os torcedores assistirão às partidas fora de casa.

A Abrasel-SP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) estima que os bares devem ter alta de 15% a 25% no faturamento durante as partidas das 12h e das 15h.

Nas cinco unidades do Pirajá (Paulista, Pinheiros e nos shoppings Morumbi, Eldorado e Iguatemi-Alphaville), por exemplo, o torcedor ganhará um chope a cada gol do Brasil.

Outro lugar que aposta nas partidas para aumentar o público é o Maksoud Plaza, no Jardim Paulista.

O hotel instalou um telão de 200 polegadas em seu lobby e o enfeitou para o torneio. Como cerca de um quarto de seus hóspedes não são brasileiros, transmitirá todos os jogos da Copa, com cardápio especial de drinques e petiscos.

Para assistir às partidas no Maksoud, não é necessário ser hóspede.

Já a associação de moradores da Vila Madalena espera que o Mundial deste ano seja mais tranquilo na região do que o de 2014.

À época, o bairro concentrava a maior aglomeração de São Paulo para assistir aos jogos. A festa nas ruas muitas vezes entrava madrugada adentro, com reclamações relacionadas a álcool, drogas e barulho.

“Para este ano, acreditamos que não vai ser igual. A Copa não será no Brasil, os horários são de manhã e à tarde”, diz Cássio Calazans, presidente da entidade.

Mesmo assim, a associação se reuniu com órgãos de segurança pública e acordou alguns pontos para o período de Copa.

Os bares, por exemplo, foram orientados a exibir as partidas apenas em televisões internas. Além disso, não será permitido estacionar em algumas ruas, como na Aspicuelta.

“A ideia é evitar vendedores ambulantes”, afirma Calazans. Neste ano, a prefeitura não organizará eventos para assistir às partidas nem será parceira de iniciativas nesse sentido.