Joseph Blatter conseguiu driblar a oposição e derrubou a proposta que colocava um limite de idade ou de mandato para ocupar o cargo de presidente na Fifa. Nesta quarta-feira, em São Paulo, a sugestão que foi apresentada pela Europa acabou derrotada e Blatter terá a chance de continuar no poder eternamente. Na contagem, Blatter conseguiu derrubar tanto a proposta de impor limites de idade quanto os limites de mandato. Em 2015, ele será candidato uma vez mais para comandar a Fifa, pelo quinto mandato consecutivo.

Os europeus haviam pedido o fim do “reinado” do cartola suíço, que por 39 anos está na Fifa. Mas Blatter conseguiu o apoio de sul-americanos, africanos e asiáticos e derrubou o golpe que a Uefa planejava impor.

O projeto dos europeus era de impedir que pessoas com mais de 72 anos possam se candidatar à presidência da Fifa. Mas, com 78 anos e esperando ser eleito em 2015 para um quinto mandato, Blatter lutava para impedir que a iniciativa fosse aprovada.

Antes da votação, Blatter contou com cabos eleitorais de países insignificantes para o futebol, mas com uma alta dívida com o cartola. O primeiro foi o presidente da Federação de Futebol de Cuba, Luis Hernandez. Vindo de um país sem democracia e com líderes que se perpetuam no poder, o cartola pediu ao Congresso que a proposta não fosse aprovada.

“Cuba considera o limite como discriminatório”, declarou. “O que importa é a capacidade de trabalho. Sua capacidade física é importante. Mas sua liderança e moral é o mais relevante”, disse. “Ninguém troca um jogador por idade se ele vai bem. Ninguém troca um treinador e nem o presidente da Fifa quando é vencedora”, afirmou.

Quem também saiu em apoio à Blatter foi a delegação do Haiti, país que recebeu dinheiro por anos da Fifa. “Seria uma discriminação e catastrófica”, declarou Yves Bart. Omari Selemani, presidente da Federação do Congo, Sri Lanka e Palestina também saíram em apoio ao cartola. Quando seus aliados acabaram de falar, Blatter cortou a palavra e pediu o voto.

Antes da votação, Blatter anunciou a distribuição de US$ 200 milhões para cartolas de todo o mundo, numa medida que foi aplaudida com energia.