Contar com a sorte e com a incompetência alheias também ajuda. Se o Atlético foi mal e perdeu no domingo para o Vitória, a 34ª rodada do Campeonato Brasileiro acabou sendo boa para o time. Afinal, os rivais diretos na luta para uma vaga na Copa Libertadores de 2017 perderam – no sábado, o Corinthians levou 4×0 do São Paulo; no domingo, o Fluminense foi derrotado pelo Cruzeiro por 4×2; e nesta segunda o Sport passou pelo Grêmio por 3×0. Resumindo: passou mais uma rodada, o Furacão ainda é o sexto colocado e agora são apenas quatro jogos para terminar a competição. Quatro finais de Copa do Mundo.

Mesmo assim, com maiores ou menores dificuldades, os rubro-negros sabem que precisam encarar a reta final com um foco especial. “Temos que trabalhar, focar, porque os quatro jogos que faltam são fundamentais para o nosso objetivo. Temos que vencer essas quatro partidas, independente se é em casa ou fora”, disse o meia Pablo, artilheiro do time no campeonato, com nove gols.E duas delas são contra adversários diretos, justamente as duas partidas fora de casa – o calcanhar de Aquiles rubro-negro no Brasileirão. A próxima é a primeira delas, contra o Fluminense, no feriado da Proclamação da República, às 17h, num Maracanã que deverá ter grande público. Depois de receber o Sport no dia 20, na Arena da Baixada, o Atlético viaja a São Paulo na penúltima rodada, para enfrentar o Corinthians em uma partida que hoje já pode se definir como dramática. O desfecho da temporada será no Joaquim Américo, diante do Flamengo, que possivelmente estará com sua vida definida.

Um objetivo rubro-negro é tentar esquecer o péssimo aproveitamento fora de casa. Usando a “visão positiva” de Paulo Autuori, o plano é tentar transferir a forma de jogar e principalmente a postura agressiva dos jogos em casa nas rodadas finais do Brasileirão. Outra prioridade é o descanso dos atletas, que levou a comissão técnica a dar folga para o elenco até a tarde de hoje, e trabalhar em apenas um período até o jogo contra o Fluminense. Autuori se preocupou depois de ver suas três alterações contra o Vitória serem usadas por conta do desgaste. “O Otávio cansou, estava sem condições de marcar. O Sidcley entrou no lugar do Nicolas, que sentiu a posterior e não tinha o que fazer. O Lucas Fernandes também sentiu e tive que trocar. As três foram por necessidades”, explicou o técnico.

Mas o principal é fazer com que todos compreendam a importância deste momento e que o Atlético tenha uma atitude diferente já a partir do jogo no Rio. “Acho que a gente tem que trabalhar para fazer gol contra qualquer equipe, independente do adversário, respeitando sempre. Temos que ir lá no Maracanã e fazer um grande jogo”, comentou Pablo. E vindo ou não o resultado, é saber que a briga pela Libertadores vai até a última rodada. “Nenhuma equipe apareceu muito melhor do que as outras. Existem oscilações e as coisas estão muito equilibradas. A luta será até o final por estas vagas. Não tenho dúvida”, finalizou Paulo Autuori.