Em noite de superação, o Atlético conseguiu uma boa vantagem no jogo de ida contra o Peñarol, do Uruguai, pela Sul-Americana. A vitória por 2×0, conquistada na última quinta-feira na Arena da Baixada, com gols de Marcelo Cirino e Pablo, foi construída no segundo tempo e sob forte pressão. Depois da primeira etapa frustrante da partida, em que Raphael Veiga perdeu um pênalti e Wanderson foi expulso por receber o segundo cartão amarelo, o Furacão viu sua sorte mudar na volta ao gramado.

O goleiro Santos, além de fechar a meta, foi fundamental para o primeiro gol atleticano, já que saiu dele o passe para Marcelo Cirino mandar para o fundo das redes. O camisa 1 exaltou a conquista do time.

“Uma vitória que nos traz confiança, como já falei antes, fazia muito tempo que a gente tinha vencido e essa conquista saiu de uma maneira muito especial, a equipe se saiu muito bem. O Marcelo é um jogador muito rápido, temos que aproveitar as características de cada jogador. Estávamos com um jogador a menos, sendo pressionados, então foi importante ele conseguir marcar e também estar no lance que gerou a expulsão”, disse o arqueiro.

Apesar de a diretoria do Atlético ter convocado seu torcedor para apoiar o time, reduzindo, inclusive, o valor dos ingressos avulsos e dos planos de sócios, a torcida não compareceu em peso. O público total de 11.206 pessoas foi “engordado” pela torcida uruguaia, que pôde entrar na Arena da Baixada, ao contrário do que vinha acontecendo em jogos da Copa do Brasil e Brasileirão. Apoiando e cantando do início ao fim da partida, mesmo diante da derrota do time, a torcida do Peñarol deu uma prévia do clima que o Rubro-Negro vai encontrar no jogo de volta das equipes.

A má fase que o time vive no Campeonato Brasileiro pode ter influenciado para espantar o torcedor, mas as relações delicadas entre diretoria e organizada também impactam na redução do público. Deslocadas do setor que originalmente ficavam em anos anteriores, a Buenos Aires, as organizadas optaram por não permanecer no local destinado a elas na noite de ontem em que poderiam ingressas com equipamentos: a Coronel Dulcídio. Em uma espécie de represália, os membros da torcida não se dirigiram ao setor a eles reservado, e, com isso, também não puderam utilizar bandeiras, faixas ou instrumentos.

O técnico Tiago Nunes vê a presença da torcida como fundamental para a sequência da temporada.

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‘Quando o torcedor vem e incentiva a gente fica muito forte. Queremos transformar novamente a Baixada no Caldeirão. A gente tem que retomar isso, e só vamos conseguir isso com uma troca. O quanto a gente se empenhou na partida demonstrou que somos um time competitivo. Se a gente tiver o apoio do torcedor vamos sair dessa situação e seremos imbatíveis‘

O reencontro acontecerá no dia 7 de agosto, em Montevidéu, e o Atlético pode perder com um gol de diferença que ainda assim se classifica. Caso perca por dois gols de diferença, a decisão vai para as penalidades.