“Vai ter festa na Baixada, quem quiser pode chegar”. A frase é conhecida na voz dos atleticanos e resume bem um pouco do que foi a noite de ontem, na Arena da Baixada, no duelo de ida das oitavas de final da Libertadores da América entre Athletico e Boca Juniors. Foi, na verdade, uma noite como há muito tempo não se via no Caldeirão. O estádio estava lotado. Pouco mais de 34 mil torcedores empurraram o Furacão diante da equipe xeneize, mas o show a parte nas arquibancadas não foi suficiente para evitar a derrota por 1×0 para o time argentino e que complicou a vida do clube na competição continental.

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A expectativa era muito grande. O duelo contra o Boca Juniors, o mais importante até agora na temporada, praticamente selou a paz entre diretoria e torcida organizada. A festa foi liberada. Bateria, faixas e adereços puderam finalmente voltar para a Arena da Baixada. E o que se viu durante os 90 minutos foi um grande espetáculo do torcedor atleticano. A bateria, na verdade, foi anunciada no telão do estádio como se fosse um atleta em campo.

E realmente foi. Meia hora antes de a bola rolar, o torcedor rubro-negro já deu uma amostra do que o Boca Juniors enfrentaria dentro da Arena da Baixada. Com a bola rolando, no primeiro lance de perigo, de Rony, aos quatro minutos, o Caldeirão ferveu de vez e o time atleticano viu que o ambiente estava todo favorável para conseguir um grande resultado diante dos argentinos.

A torcedora acreditou do início ao final. Foto: Jonathan Campos
A torcedora acreditou do início ao final. Foto: Jonathan Campos

Embalado pela torcida, o time rubro-negro buscou incessantemente o gol, mas parou na boa postura defensiva do Boca Juniors. Assim, os visitantes conseguiram equilibrar a partida e a queda de rendimento do Furacão em campo refletiu nas arquibancadas. Também do lado de fora estavam presentes Cléber Xavier e Matheus Bachi, membros da comissão técnica da seleção brasileira. Eram os olhos de Tite especialmente sobre o zagueiro Léo Pereira e o volante Bruno Guimarães. Os dois, no primeiro tempo, tiveram erros individuais e que quase culminaram com gols do adversário. Reflexo da tensão da partida e que tirou um pouco da confiança rubro-negra.

Do lado argentino, em menos número e ao seu modo, o torcedor do Boca também fez sua festa. Cerca de mil torcedores xeneizes marcaram presença na Arena da Baixada e apoiaram na busca por um bom resultado. Mas só tentaram, já que durante os 90 minutos foram abafados pela torcida do Athletico, que não parou um minuto.

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A festa seguiu no segundo tempo. Mas os erros seguidos do lateral-direito Jontahan desencadearam as primeiras vaias da noite. Mas esses momentos foram raros. Quando aumentou a pressão, o time atleticano, com dificuldades, praticamente ia ao ataque levado pela torcida. Quando o empate sem gols parecia ser inevitável, o Boca Juniors mostrou porque é um dos grandes times das Américas e abriu o placar na Arena da Baixada com um golaço de Mac Allister de fora da área.

O torcedor argentino fez a festa no Caldeirão, mas o silêncio durou pouco, Imediatamente o torcedor do Athletico deu a resposta, aumentou o tom e seguiu apoiando o Furacão. Mas nem mesmo assim o time rubro-negro conseguiu reagir. Teve a chance nos acréscimos, nos pés de Marco Ruben, mas o camisa 9 desperdiçou a penalidade e a equipe de Tiago Nunes amargou a derrota no Joaquim Américo que complica sua vida na Libertadores.

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