15 anos depois de ser negociado pelo Athletico com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, o meia Jadson voltou ao CT do Caju para um período de recondicionamento físico. Ele iniciou os treinos nesta semana e sonha em assinar contrato definitivo com o clube do coração.

Aos 36 anos de idade, o camisa 10 do Furacão vice-campeão brasileiro em 2004 quer provar aos críticos que ainda pode jogar em alto nível nos últimos anos de carreira. E a volta para casa, quem diria, contou com a ajuda de alguém que se considera o “maior desafeto” do presidente Mario Celso Petraglia.

Marquinhos Malaquias, ex-empresário de futebol, é concunhado de Jadson. Na época em que trabalhava no mundo da bola, um dos seus clientes era o atacante Dagoberto, figura central de uma longa disputa jurídica com o Petraglia e o Athletico.

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A rixa do passado, contudo, não impediu Malaquias de pegar o telefone e ligar para Petraglia após um jantar com Jadson. O empresário do meia, Marcelo Robalinho, já havia iniciado o contato com o presidente atleticano. Faltava um empurrãozinho.

“Eu ouvi o desabafo do Jadson, vi que ele estava com sangue no olho para voltar a jogar, que estava com aquele brilho no olhar. No outro dia pela manhã eu liguei para o Petraglia”, fala Malaquias.

“Eu disse que mesmo de longe sabia do trabalho de recuperação de atletas do Athletico e que conhecia alguém que tinha tudo a ver, o Jadson. A resposta dele foi legal: o nosso Jadson? Sim, o seu Jadson, eu falei”, acrescenta o ex-agente de atletas.

Jadson não joga desde agosto de 2019

O meia londrinense não joga desde 12 de agosto de 2019, quando defendia o Corinthians. Ele rescindiu contrato no início da atual temporada após ficar fora dos planos do novo técnico, Tiago Nunes, que deixou o Athletico brigado com Petraglia.

“Eu comentei que o Jadson tinha sido sacaneado pelo ex-treinador do Petraglia”, revelou Malaquias.

A conversa fluiu e, pouco depois, o próprio Jadson foi incluído na ligação com o “Seu Mario”. De acordo com ex-empresário de Dagoberto, Henrique e Keirrison, o mandatário atleticano disse que o clube vai ajudar a recuperar o camisa 10 e até citou o exemplo do atacante Walter, que perdeu mais de 20 kg e voltou a marcar após mais de dois anos.

“Agora só depende do Jadson. Tenho certeza que vai ser um casamento perfeito e que ele vai encerrar a carreira recebendo uma placa de agradecimento”, aposta Malaquias.

Quando saiu do Timão, Jadson quase veio para o Coritiba. A negociação frustrada, aliás, causou revolta em seu empresário, que disparou contra o então diretor de futebol Rodrigo Pastana.

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A receptividade do presidente atleticano, especialmente por causa do histórico conturbado envolvendo Dagoberto, surpreendeu o hoje palestrante e empresário.

“Fiquei impressionado porque tenho certeza que fui o maior desafeto dele. Foi a maior briga da história do futebol paranaense, foram anos brigando. O Mario tem gênio forte, mas ele me disse que não guarda mágoas”, relata Malaquias.

“Fizemos um último negócio, que não envolveu dinheiro, um negócio para ajudar um ser humano. Fiquei muito feliz”.

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