A CBF vai acionar a Fifa para esclarecer a punição ao Athletico, impedido de contratar jogadores por um ano, ou duas janelas de transferências consecutivas a partir desta segunda-feira (13). A medida é decorrente da contratação do atacante Rony, em agosto de 2018, do Albirex Niigata, do Japão.

A principal dúvida da CBF é quanto à abrangência da decisão da Câmara de Resoluções de Litígio da Fifa para o mercado interno. No Brasil, não há uma “janela de transferências” propriamente dita, mas sim prazos de inscrição para determinados campeonatos. Ou seja, a entidade quer saber por qual período o Furacão deve ser impedido de contratar.

Para o exterior, as datas das duas próximas janelas foram definidas nesta segunda. O primeiro período será de 20 de julho a 7 de agosto, enquanto o segundo vai de 9 de outubro até 9 de novembro.

Há, contudo, dúvida quanto à aplicação para o Rubro-Negro, já que a primeira janela é um complemento daquela do início do ano, interrompida junto com a paralisação das competições. Ou seja, é preciso estipular o período sem poder registrar novos atletas.

Em nota oficial, o Athletico se mostrou surpreso com a suspensão e disse que irá recorrer da sanção na Corte Arbitral do Esporte (CAS). Além do clube, o próprio Rony também foi suspenso por quatro meses e multado em cerca de US$ 1,3 milhões (R$ 7 milhões) – montante que o Rubro-Negro responde solidariamente. Tanto o atleta como o clube tentarão efeitos suspensivos para as penas da Fifa.

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Entenda o caso

Em maio de 2018, Rony entrou com uma ação na Fifa pedindo liberação para assinar com outro clube, apesar do imbróglio judicial com o Albirex Niigata. O clube asiático acusou o atacante de ignorar um contrato de três anos assinado em fevereiro de 2017, mas ele não reconhece este vínculo.

Em janeiro de 2017, quando ainda possuía contrato com o Cruzeiro, Rony foi emprestado ao Albirex por um ano, em um investimento de R$ 4 milhões. No entanto, os japoneses alegam ter outro contrato assinado com o atleta desde fevereiro de 2017, com validade de três anos. Os representantes do jogador não reconheceram este acordo.

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