A derrota por 2×0 para o Grêmio, no duelo de ida da semifinal da Copa do Brasil, na noite de quarta-feira (14), em Porto Alegre, evidenciou os problemas de elenco e a falta de repertório do Athletico. Com a impossibilidade de usar vários jogadores, o técnico Tiago Nunes teve poucas opções de qualidade para, depois de um primeiro tempo ruim, tentar uma reação durante a partida. E o grupo que terá à disposição para a partida de volta, dia 4 de setembro, será praticamente o mesmo que foi relacionado na Arena Grêmio.

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Para piorar, os jogadores que entraram não foram bem. Os meias Bruno Nazário e Nikão foram os primeiros a saírem do banco, mas não deram a resposta positiva. O treinador, inclusive, chegou a criticar publicamente as recentes atuações de Nazário e explicou, dessa forma, a escolha por Lucho González para iniciar como titular.

Para estas semifinais, Nunes não pode contar com o lateral-direito Mádson e com o atacante Thonny Anderson, que pertencem ao Grêmio e estão impedidos de entrar em campo por força de contrato, os laterais Abner Vinicius e Adriano, que chegaram após o prazo de inscrição, e o zagueiro Pedro Henrique, que já jogou o torneio pelo Corinthians.

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Assim, as opções são mais escassas. O comandante rubro-negro perdeu um pouco do seu repertório para conseguir mudar o panorama das partidas e, assim, diminuiu, nesse primeiro jogo, a chance de reverter a vantagem construída pelos gaúchos. Para piorar, na partida de volta, o treinador atleticano não poderá contar com o zagueiro Léo Pereira, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Para a posição, a única opção é o contestado Robson Bambu.

“Estamos tentando e quebrando a cabeça junto com a comissão para achar soluções. Temos muitos jogadores fora e que não podem atuar no momento. O Léo Pereira também está fora do jogo de volta e temos que achar soluções dentro do próprio elenco. O Athletico se notabilizou por buscar soluções caseiras e, dentro disso, vamos buscar o melhor cenário possível para reconstruir o placar. Não sou de ficar lamentando ausências, mas sim dar moral para quem está à disposição”, arrematou Tiago Nunes.