Cochabamba – Embalado pelas três vitórias seguidas dentro da Arena da Baixada e que o deixaram muito perto da vaga nas oitavas de final da Libertadores da América, o Athletico talvez tenha nesta quarta-feira (24), diante do Jorge Wilstermann, às 19h15 (horário de Brasília), no Estádio Félix Capriles, em Cochabamba, seu jogo mais complicado até agora na temporada. Não pela qualidade do adversário, que vem em uma crise que parece não ter fim nos últimos tempos, mas por ter que se adaptar a altitude de 2.560 metros acima do nível do mar na cidade boliviana.

O Athletico, para tentar diminuir os efeitos da altitude chegou na noite da última segunda-feira à Cochabamba. A delegação do Furacão está hospedada em um hotel próximo ao palco da partida e fará nesta terça-feira, no período da tarde, apenas o reconhecimento do gramado do Estádio Félix Capriles. O último treinamento antes da partida e que será importante para o time rubro-negro se adaptar ainda mais à altitude vai acontecer no centro de treinamento do Club Aurora.

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O duelo diante do Jorge Wilstermann, pelas situações dos times na classificação do grupo G, ganhou contornos de decisão. O Athletico pode se classificar até mesmo pelo empate. Mas, para isso, dependerá de um tropeço do Deportes Tolima, que joga em casa diante do Boca Juniors. Se vencer, o Furacão não dependerá de ninguém e está garantido nas oitavas de final da Libertadores da América com uma rodada de antecedência.

O cenário perfeito para o Athletico seria sair da Bolívia com a conquista do primeiro lugar assegurada. Mas a missão é difícil. Além de vencer o Jorge Wilstermann, na Bolívia, o Furacão terá que torcer para que o Boca Juniors não vença o compromisso que tem diante do Deportes Tolima, na Colômbia. Se essa combinação de resultados acontecer, o time rubro-negro vai enfrentar o próprio time argentino na Bombonera de sangue doce e já com a primeira posição do grupo G consolidada.

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Mas até lá tem um longo caminho pela frente. O próprio estrelado time do Boca Juniors teve certa dificuldade para assegurar o empate sem gols diante do Jorge Wilstermann logo na estreia da Libertadores da América. O momento, no entanto, agora é outro. O time comandado pelo técnico Tiago Nunes terá aspectos importantes que poderão ser explorados para conseguir voltar da Bolívia com os três pontos.

Um deles é a fase ruim do time boliviano. A derrota para a modesta equipe do Oriente Petrolero, dentro de casa, no último domingo, culminou com a saída do técnico Miguel Ángel Portugal, que já treinou o Athletico. A pressão será muito grande. O “bombeiro” do Jorge Wilstermann, Norberto Kekez, já acionado em outras situações como essa, foi chamado para tentar fazer “Los Aviadores” voltarem a vencer.

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Do lado de fora, o Athletico não terá grande pressão do torcedor do Jorge Wilstermann. A expectativa é de que o público não passe da casa dos dez mil torcedores. Mesmo sem ter o Estádio Félix Capriles lotado, certamente o fanático torcedor de “Los Aviadores” deve manter a cobrança alta na equipe que vem oscilando bastante nas últimas partidas.

Algo que o Athletico pode aproveitar bem, sobretudo se conseguir sair em vantagem no duelo. O apoio do torcedor boliviano pode virar contra o Jorge Wilstermann, que tem provado que não consegue jogar dessa forma. Assim, se cabeça e corpo tiverem inspirados, o Furacão tem tudo para voltar para casa com mais três pontos e com a classificação para as oitavas de final da Libertadores da América na bagagem.

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