Foi no sufoco, com momentos de tensão e de nervosismo. Mas, no final, o Caldeirão ferveu e explodiu para comemorar a vitória por 1×0 do Athletico sobre o Internacional,, pela ida da decisão da Copa do Brasil. Com o resultado, o Furacão joga pelo empate na quarta-feira (18), no Beira-Rio, para levantar a tão sonhada taça. Uma vantagem que veio em uma noite que mexeu com os ânimos de todos os rubro-negros.

Era uma mistura de alegria e tensão, de confiança com receio. Esse era o clima na Arena da Baixada na quarta-feira (11). O sentimento dos torcedores do Athletico parecia refletir dentro de campo. Os jogadores aparentavam uma certa ansiedade para chegar logo ao gol, mas também para não errar. E essa preocupação acabou pesando.

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Nos primeiros 15 minutos, o Furacão foi quem teve mais posse de bola, ditava o ritmo, mas pecava em momentos cruciais. Um lançamento, uma inversão de lado, a tentativa de quebrar a marcação do adversário, tudo isso esbarrava no erro do passe, ora muito forte, ora parando na marcação. E a consequência disso eram os contra-ataques do Internacional, que, por sua vez, não levava tanto perigo e quando tinha a chance, perdia a bola para os defensores.

Diante de um Colorado mais fechado, deixando apenas Guerrero à frente, com uma linha de cinco e outra de quatro atras, o Rubro-Negro tinha o campo a seu favor, mas parecia ter medo de arriscar. Tanto que a única finalização com perigo foi de Rony, de fora da área, que passou ao lado do gol. Quem mais partia para a jogada individual era Khellven – curiosamente o mais novo em campo -. O lateral não se intimidou e em alguns momentos subia em velocidade, encarando a marcação, e a todo momento pedia a bola, surgindo como opção.

Duelo na Arena da Baixada foi pegado, com algumas faltas duras. Foto: Albari Rosa
Duelo na Arena da Baixada foi pegado, com algumas faltas duras. Foto: Albari Rosa

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Assim como a temperatura em Curitiba, o clima na Arena era quente. A torcida atleticana tentava empurrar o time, fazia pressão no adversário e na arbitragem, mas os ânimos iam se exaltando a cada caída de jogador no gramado, uma marcação de falta. E essas situações que paravam o jogo pareciam deixar o Athletico ainda mais nervoso, sem trabalhar as jogadas. O que se refletiu no resultado do jogo no primeiro tempo.

Veio a etapa final e junto com ela um Internacional mais aguerrido. O Colorado abriu mão de apenas se defender e foi pra cima, aproveitando os erros da defesa do Athletico, que assustou nos primeiros minutos.

Só que, da mesma forma que foi pra cima, o time gaúcho deu espaços. E nisso saiu o gol do Furacão. Aos 12, Marco Ruben passou para Bruno Guimarães, que disparou entre os marcadores, invadiu a área e tocou na saída de Marcelo Lomba, abrindo o placar.

Torcida do Athletico fez a festa na Arena. Foto: Albari Rosa
Torcida do Athletico fez a festa na Arena. Foto: Albari Rosa

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O gol mudou completamente o ambiente na Arena, que voltou a gritar, a incentivar o time. Porém, o Rubro-Negro não se empolgou e passou a segurar mais o ímpeto do Inter, que, enfim, tinha posse de bola e foi pra cima meio que em desespero, chutando de todas as formas. Mesmo assim, o Athletico estava mais perto de ampliar. E se não fosse Marcelo Lomba, com uma grande defesa, Rony teria feito o segundo após costurar por toda a defesa.

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A vitória atleticana foi confirmada aos 30 minutos, quando, após uma lambança de Robson Bambu, que cortou mal, Santos, à queima-roupa, defendeu chute truncado de Rodrigo Lindoso na pequena área. Uma jogada que coroou o triunfo do Rubro-Negro. Ali ficou claro que o time não desperdiçaria a vantagem que levará para Porto Alegre.