“Para a nossa equipe, o céu é o limite”. A frase é do técnico Tiago Nunes, depois da vitória do Athletico em cima do Flamengo, nos pênaltis, no Maracanã, resultado que garantiu a classificação para a semifinal da Copa do Brasil. Agora, chegou a hora de deixar a competição nacional de lado e focar na Libertadores da América. Na próxima quarta-feira, o adversário será nada menos que o Boca Juniors, no duelo de ida das oitavas de final, na Arena da Baixada. Tudo bem que neste sábado (20), às 19h, o Furacão joga diante do CSA, em Maceió, pelo Brasileirão, mas o pensamento do time atleticano está voltado para o primeiro jogo decisivo contra a equipe argentina.

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Enfrentar um dos grandes clubes da Argentina não será novidade para o Athletico. Neste ano, o Furacão encarou o Boca Juniors na fase de grupos da Libertadores. Goleou na Arena da Baixada por 3×1 e perdeu de virada na Bombonera, em Buenos Aires, por 2×1. A história agora é outra. É jogo decisivo e que vale a vaga entre os oito melhores clubes das Américas.

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Por isso, o Athletico chega calejado para o duelo diante do Boca Juniors. O Furacão, na verdade, saiu fortalecido, especialmente da derrota sofrida para o River Plate na decisão da Recopa Sul-Americana. Na ocasião, o time venceu o duelo de ida por 1×0, mas acabou sendo goleado por 3×0 na partida de volta e ficou com o vice-campeonato do torneio continental.

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Para o técnico Tiago Nunes, a principal lição que ficou foi a importância do fator local. “O jogo contra o River Plate trouxe muitos ensinamentos de como jogar esse tipo de jogo, a importância. Na volta, o Monumental de Nuñez tinha 70 mil pessoas, um barulho ensurdecedor. Você tira lições e vem jogar no Maracanã com a naturalidade que jogamos. Fomos bem na Bombonera também e nos tornamos um time preparado para enfrentar qualquer adversário. O que fica é que nosso time vai tentar vencer sempre”, garantiu.

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O Athletico, então, sabe que precisa fazer um grande resultado nesta quarta-feira, na Arena, para jogar com um pouco mais de tranquilidade no duelo de volta, na Argentina. Na fase de grupos, o Furacão sentiu na pele os efeitos da Bombonera, inclusive a influência exercida sobre a arbitragem.

Para o treinador, no entanto, as dificuldades serão as mesmas, já que do outro lado está uma das grandes potências do futebol mundial e um dos maiores vencedores da Libertadores.

“Não tenho preferência de jogar dentro ou fora o primeiro. Nos dois casos tem os prós e os contras. O Boca Juniors não joga tão pressionado, mas é um time muito mais agressivo na fase defensiva e que tem uma bola aérea muito perigosa. Tem muita tradição em competições internacional, recheado de jogadores importantes. Está acostumado com esse tipo de duelo”, reforçou Nunes.

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Mesmo com o duelo de amanhã contra o CSA, em Maceió, o certo mesmo é que o Athletico chega para o primeiro jogo decisivo contra o Boca Juniors fortalecido. Reflexo, sobretudo, da classificação maiúscula conquistada pelo Furacão contra o Flamengo, mesmo diante de várias adversidades no Maracanã.

Nem mesmo o fato de ainda não ter vencido um jogo como visitante em 2019 atrapalha o bom ambiente do time atleticano para a sequência da temporada.

“Para a nossa equipe, o céu é o limite. A gente já venceu o River Plate, já venceu o Boca Juniors, eliminou o Flamengo. Tenho certeza que os demais adversários nos respeitam muito. Essa questão de não vencer fora não é uma prática do Athletico. Muitos times não conseguem vencer fora ou tem dificuldades. Vamos a Maceió tentar vencer como a gente veio ao Maracanã para vencer”, concluiu o comandante rubro-negro.

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