Ainda falta um jogo, domingo (8), diante do Avaí, na Ressacada, pela última rodada da Série A, mas o Athletico já está de olho na próxima temporada. O clube definiu a ‘nova’ diretoria para as eleições e o treinador para o time de aspirantes, além de ter dois alvos para o comando técnico do principal e algumas baixas no elenco.

Liderada por Mario Celso Petraglia, a chapa CAP Gigante foi inscrita na quarta-feira (4) para as eleições, que serão realizadas dia 14 de dezembro. Sem bate-chapa, contudo, o pleito servirá apenas para a aclamação da diretoria para o quadriênio 2020-2023. Petraglia, que agora será novamente presidente do Conselho Administrativo, tem Aguinaldo Coelho Farias como mandatário do Conselho Deliberativo.

Para o Estadual, a direção decidiu optar por Eduardo Barros, atual técnico interino no Brasileirão, para comandar a equipe alternativa. Invicto, com cinco vitórias e dois empates, o jovem de 34 anos convenceu os dirigentes, que chegaram a procurar outras opções no mercado.

O Furacão é o atual bi-campeão paranaense e tem o tri como meta para a competição. A estreia da equipe é no dia 18 de janeiro, diante do União, recém-promovido da divisão de acesso, fora de casa. Após o torneio, Barros passa a ser auxiliar-técnico fixo do principal.

“O Eduardo é um profissional que já trabalhou em diversas funções dentro do clube, extremamente qualificado e que nessa reta final mostrou o seu valor e competência. É um profissional que a gente conta, acredita e aposta para o Paranaense”, afirmou o diretor Paulo André, em entrevista coletiva, após a partida contra o Santos.

A grande dúvida do momento, contudo, é a escolha do técnico que comandará o time na Supercopa, Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão de 2020. Com a saída de Tiago Nunes para o Corinthians, no início de novembro, a diretoria tem analisado vários nomes no último mês.

A bola da vez é Rogério Ceni, que está no Fortaleza e deu prazo de dez dias para definir se continua na equipe cearense ou procura outro clube. Tanto o treinador quanto o Rubro-Negro demonstraram interesse em um papo informal e novas conversas serão intensificadas na próxima semana.

Os argentinos Sebastian Beccacece, Matias Almeyda e Gabriel Heinze, além do uruguaio Paulo Pezzolano, chegaram a entrar no radar atleticano. A tendência, no momento, é apostar em um treinador brasileiro mesmo. Quem corre por fora é Beccacece, o único desempregado nesta lista, mas que pediu um salário acima de R$ 400 mil e desagradou a cúpula.

“A gente continua em nossa busca. É o cargo de liderança técnica mais importante do clube. O Petraglia conduz pessoalmente essas questões”, despistou Paulo André.

Paralelo a isso, o elenco vitorioso de 2019 tem baixas. Titulares, os atacantes Marcelo Cirino e Marco Ruben não ficam. O volante Bruno Guimarães tem negociação avançada em uma venda de 30 milhões de euros e deve se apresentar ao Atlético de Madrid, da Espanha, em janeiro. O trio se despediu da torcida na partida do meio de semana, diante do Peixe.

O lateral-direito Madson e o atacante Thonny Anderson, emprestados pelo Grêmio, e o zagueiro Pedro Henrique e volante Camacho, que pertencem ao Corinthians, voltam aos seus respectivos clubes de origem. Outros com passagem de menos destaque, como o lateral-esquerdo Abner Felipe, os meias Bruno Nazário, Everton Felipe e Tomás Andrade e o atacante Braian Romero, também não continuam. Ou seja, o Athletico terá que recomeçar o trabalho para fazer de 2020 mais um ano vitorioso.