A derrota para o São Paulo, na última quarta-feira (26), foi a quarta consecutiva do Athletico na temporada de 2020. Os tropeços chamam a atenção dos torcedores, que pelas redes sociais já contestam algumas contratações feitas neste ano.

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Atualmente, o elenco principal do Furacão conta com 40 jogadores. Durante algumas temporadas, o clube se notabilizou por ir ao mercado e contratar jovens atletas. Entretanto, em 2020, sob o comando do ex-zagueiro Paulo André no departamento de futebol, o Rubro-Negro adotou uma nova política.

Para o comando técnico, a aposta foi em um treinador mais experiente. Dorival Júnior, 58 anos, que não havia trabalhado em 2019. O seu último clube havia sido o Flamengo, em 2018.

Paulo André comanda o departamento de futebol do Athletico. Foto: Maurício Mano/Athletico

Grandes salários, pouca produtividade

Na atual temporada, o departamento de futebol do Athletico apostou em atletas mais rodados. Os principais exemplos são o atacante Carlos Eduardo e o meio-campo Marquinhos Gabriel. Talvez, sejam também os mais contestados pela torcida.

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Carlos Eduardo veio de empréstimo do Palmeiras – possui 13 jogos pelo Furacão e apenas dois gols marcados. Marquinhos Gabriel chegou de empréstimo do Cruzeiro. São 16 partidas e dois gols.

O volante Richard fecha o pódio dos grandes salários do Athletico. Pelo Furacão ele tem seis partidas no currículo. Entrou no decorrer em dois jogos e nos outros quatro que largou como titular acabou sendo substituído.

Richard possui um dos maiores salários da equipe. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Tribuna do Paraná.

Investimento pesado

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Em 2019, o Furacão trouxe o lateral-esquerdo Abner Vinícius, que estava na Ponte Preta. A contratação foi a mais cara da história do futebol paranaense na época. Já neste ano, esse posto foi tomado pelo zagueiro Felipe Aguilar, ex-Santos.

O clube pagou R$ 10 milhões para contar com 50% dos direitos econômicos do jogador de 27 anos. O defensor, entretanto, é reserva na equipe de Dorival Júnior. São apenas dois jogos realizados e um gol contra anotado.

Felipe Aguilar foi a contratação mais cara da história do Athletico. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Tribuna do Paraná.

Aposta de risco

O Athletico também chegou a um acordo com o atacante Walter nesta temporada. A aposta de risco é vista como uma forma de reabilitar o jogador, reconhecido por ser um atleta de bom desempenho, mas por conviver com problemas de peso.

O atacante, de 31 anos, reestreou na derrota contra o Fluminense, no último fim de semana. Walter não disputava uma partida oficial desde 2018.

Walter voltou à ativa no último fim de semana. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Tribuna do Paraná.

Outros nomes que chegaram ao CT do Caju

O departamento de futebol do Athletico fechou ainda com outros nomes já rodados do futebol nacional. São os casos do zagueiro Pedro Henrique e o atacante Geuvânio. O clube desembolsou cerca de R$ 6 milhões para contar com o defensor.

Outros atletas experientes que também desembarcaram no CT do Caju são o goleiro Jandrei, que veio de empréstimo do Genoa, da Itália, e o meio-campo Fernando Canesin, que estava no futebol belga. Os quatro atletas citados são reservas na equipe de Dorival Júnior.

Pedro Henrique foi comprado em definitivo pelo Furacão. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Tribuna do Paraná.

A política de revelar talentos

Como já citado acima, o Athletico ficou reconhecido nos últimos anos por revelar e vender jovens para o futebol mundial. Nesta temporada, o clube também seguiu investindo em revelações.

São os casos do zagueiro Edu, dos meias Ravanelli, Jaime Alvarado e Léo Gomes, e dos atacantes Fabinho, Guilherme Bissoli, Reinaldo, Julimar, Pedrinho e Jajá. Entre eles, os principais destaques são Guilherme Bissoli, Pedrinho e Jajá, que estão correspondendo e possuem maior número de jogos.

Bissoli tem sido o homem de referência do ataque atleticano. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Tribuna do Paraná.

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