Depois de 14 anos, o Athletico volta a fazer um duelo decisivo no Beira-Rio. Na quarta-feira (18), o Furacão reencontra o estádio, palco da grande final da Copa do Brasil, onde já se sentiu em casa. Em 2005, o Rubro-Negro mandou o seu duelo com o São Paulo, pela final da Libertadores daquele ano, em solo gaúcho, em uma circunstância que nenhum atleticano gosta de lembrar, mas que também não esquece.

Na ocasião, o Athletico foi impedido de jogar a decisão do torneio continental na Arena da Baixada por conta do regulamento, que exigia um estádio com capacidade de 40 mil lugares para a final. O Joaquim Américo comportava apenas 24 mil torcedores até então e o clube tentou encontrar uma solução, que foram as arquibancadas tubulares.

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O jogo estava marcado para o dia 6 de julho. No dia 1º, as obras na Arena começaram, com o muro que separava o local do colégio sendo derrubado e a instalação de mais 16 mil assentos foi feita de maneira meteórica, sendo concluída no dia 4. Uma atitude que foi em vão. Tanto a Conmebol, quanto o São Paulo, vetaram a utilização do estádio para aquela partida.

O Furacão tentou até dois dias antes do confronto contornar a situação. Porém, derrotado, passou a procurar o plano B, que seria o estádio mais próximo possível com 40 mil lugares para jogar. Como não poderia atuar em São Paulo, as opções mais viáveis eram Mineirão, Maracanã e Beira-Rio, que foi o escolhido. Tudo isso na semana da final.

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Mesmo com todos os percalços, cerca de 30 mil pessoas foram ao estádio em Porto Alegre e viram o Rubro-Negro empatar em 1×1. Na volta, no Morumbi, a goleada por 4×0 garantiu o título ao São Paulo.

Em 2005, Furacão mandou a decisão da Libertadores contra o São Paulo em Porto Alegre. Estádio não deu sorte e time quer outro final agora. Foto: Jefferson Bernardes/Arquivo AFP
Em 2005, Furacão mandou a decisão da Libertadores contra o São Paulo em Porto Alegre. Estádio não deu sorte e time quer outro final agora. Foto: Jefferson Bernardes/Arquivo AFP

Agora, depois de tanto tempo, o Athletico volta ao Beira-Rio, mas em uma situação bem diferente. Se em 2005 o time precisou fazê-lo como sua casa postiça, desta vez irá tê-la como adversário. Mas se 14 anos atrás dependia do local para tentar abrir vantagem, na quarta-feira pisará no gramado já à frente no placar agregado.

O clima é outro, o ambiente será certamente mais hostil, repleto de colorados, com os rubro-negros sendo a minoria. Mas, certamente, o Furacão quer deixar a última impressão de uma final neste estádio com a conquista de uma taça inédita e, mais uma vez, se sentir à vontade no Gigante da Beira-Rio.