A jornalista Cristina Graeml, que foi candidata a senadora nas eleições deste ano, publicou em suas redes sociais sua insatisfação com a prorrogação do horário de votação.
Segundo Graeml, os problemas registrados no transporte coletivo de Salvador ocorreram porque sindicalistas teriam adesivado os ônibus com o número do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva, atual presidente.
Isso, ainda conforme a jornalista, seria proibido em dia de eleição. E por isso, os donos da empresa teriam recolhido os veículos, para evitar multas pela prática conhecida como “boca de urna”.
Ela também afirmou que o PT pediu a prorrogação, mas que também o Partido Liberal (PL), da oposição, fez uma solicitação igual para municípios do Sul do país, devido às chuvas do fim de semana.
Mas, ainda assim, ela ressaltou que o pedido do PT foi feito para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que não poderia ter acatado a decisão para todo o país. Graeml reforçou que “juridicamente”, a decisão seria nula, por não ser competente para julgar decisões eleitorais. Ela ainda disse que a competência seria do juiz Kássio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
De acordo com a jornalista, como a decisão não chegou a todos os colegiados, isso poderia abrir uma brecha para que o PT “pedisse a anulação das eleições” e que seria o “início de um golpe”.
“Terá que ser apurado abuso de autoridade, abuso de competência, mais um ministro do STF, passível de impeachment”, afirma e completa: “É competência do Senado fiscalizar juízes de cortes superiores”.
