Super Ratinho e Capitão Pimentel entram no jogo. O primeiro deixou temporariamente o governo para mergulhar na campanha de Sandro Alex. O segundo coordena a operação em Curitiba e viu integrantes do primeiro escalão tirar férias para reforçar o governismo.
Os dois chegam carregando altos índices de aprovação e uma missão política bastante terrena: ajudar Sandro na reta final. Se Moro e Deltan acabaram incorporados à cultura popular da campanha como Batman e Robin, o governismo agora também tem seus personagens.
Só falta descobrir se superpoder transfere voto.
GUARDEM OS PAPÉIS
A Justiça Eleitoral determinou que a Fiep preserve contratos, notas fiscais, comprovantes e registros de eventos realizados entre 2024 e 2026. A ordem está numa ação da coligação de Sandro Alex contra Sergio Moro e Edson Vasconcelos, ex-presidente da Federação, por suposto abuso de poder econômico.
Não houve julgamento da acusação. A Fiep contesta a medida e diz que seguirá colaborando.
Por enquanto, a determinação é menos cinematográfica: ninguém joga papel fora.
A QUAEST NEM NASCEU E JÁ TEM ADVOGADO
Os números só deveriam aparecer amanhã. A briga chegou antes.
A pedido da coligação de Sandro Alex, o TRE-PR suspendeu provisoriamente a divulgação da Quaest e pediu esclarecimentos sobre pontos do registro e da metodologia. É o segundo levantamento questionado judicialmente pela campanha em poucos dias; no caso anterior, a liminar foi negada.
Ninguém sabe ainda o que a Quaest encontrou nas ruas. No tribunal, ela já chegou.
A CADEIRA DE MORO
Sandro Alex e Requião Filho foram ao debate da Aerp e da Acim, em Maringá. Sergio Moro avisou que não iria.
Dois candidatos debatem. O terceiro, ausente, acaba também virando assunto.
É uma das curiosidades desta campanha: às vezes, cadeira vazia ocupa bastante espaço.
O GAECO FOI CONFERIR O PREÇO
O prefeito de Marmeleiro, Jander Loss, entrou no radar da Operação Cota 140. O Ministério Público investiga suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionadas à desapropriação de um imóvel pelo município.
Foram seis mandados de busca. Entre os pontos apurados está um possível sobrepreço na avaliação do imóvel. As suspeitas ainda terão de ser comprovadas.
A avaliação agora tem companhia.
SUMIU NO LUGAR ERRADO
A Polícia Federal investiga quatro terceirizados suspeitos de desviar mercadorias apreendidas de dentro do depósito da própria Receita Federal, em Cascavel.
Num dos episódios investigados, os produtos chegariam a cerca de R$ 230 mil. Houve quatro afastamentos e duas prisões em flagrante por posse irregular de arma.
A Receita encontrou a mercadoria. O problema começou depois.
O BUMERANGUE
Moraes pediu investigação contra Mendonça. Mendonça respondeu pedindo o arquivamento da representação e sugerindo a Fachin que examine possíveis ilícitos na atuação de Moraes.
Quem tem razão será assunto para o próprio Supremo resolver.
A novidade é outra: a acusação fez o caminho de volta.
ONZE CADEIRAS, CADA VEZ MAIS DISTANTES
O Supremo já não diverge apenas nos votos. Tem representação, pedido de investigação, resposta, acusações recíprocas e um presidente tentando administrar a temperatura enquanto a crise do Master continua produzindo novos capítulos.
Os onze ministros continuam cabendo no mesmo plenário.
Politicamente, parecem precisar de um salão maior.
TAIWAN DEBAIXO DO TAPETE VERMELHO
Xi Jinping chega aos Estados Unidos para uma visita cercada de cerimônia. Trump prepara tapete vermelho, jantar de Estado e uma mesa na qual estarão comércio, tecnologia, inteligência artificial e Taiwan.
Pequim continua tratando a ilha como linha vermelha.
Primeiro vêm os sorrisos para a fotografia. Depois eles discutem onde termina o tapete.
