O que dizem os números após a entrada de Ratinho na campanha

O governador licenciado Ratinho Junior e o candidato Sandro Alex durante evento de campanha. Foto: Divulgação/PSD
O governador licenciado Ratinho Junior e o candidato Sandro Alex durante evento de campanha. Foto: Divulgação/PSD

Ratinho Junior pediu licença, entrou na campanha de Sandro Alex e o apresentador Ratinho reforçou o sobrenome nas ruas. A nova IRG*, porém, não registrou mudança estatisticamente clara: Moro tem 39,7%, Sandro 27,8% e Requião Filho 21,3%.

Na rodada anterior eram, respectivamente, 38,8%, 27% e 21,8%. Sandro conserva numericamente o segundo lugar na IRG* e também apareceu ali na Real Time**. A Paraná Pesquisas*** mostrou outra fotografia, com Requião numericamente à frente, embora os dois estivessem tecnicamente empatados.

Até aqui, portanto, a entrada direta dos Ratinho na campanha não aparece traduzida em crescimento significativo de Sandro na IRG.

Cada instituto com seu segundo

Na Paraná Pesquisas***, Requião marcou 23% e Sandro 19,7%. Na Real Time**, Sandro apareceu com 27% e Requião com 22%. Agora, a IRG* traz Sandro com 27,8% e Requião com 21,3%.

São levantamentos diferentes, com campos, amostras e metodologias próprias. O ponto comum está na liderança numérica de Moro. A disputa imediatamente abaixo dele continua oferecendo fotografias diferentes conforme a pesquisa.

O radar que nem chegou à estrada

A ANTT preparava testes em trechos do Paraná com equipamentos capazes de calcular a velocidade média dos veículos entre dois pontos. Antes do início efetivo da experiência, suspendeu temporariamente o projeto para ajustes técnicos, sinalização e comunicação com os motoristas.

Os testes seriam realizados por 180 dias e não produziriam multas. Agora, nem testes produzem.

Falou em malote. Recebeu investigação

O vereador Ricardo Zampieri disse que “correm malotes” pelos corredores da Câmara de Ponta Grossa e que muita gente cairia caso o Gaeco aparecesse por lá.

Cobraram as provas. Como elas não apareceram no prazo, por nove votos a um a Câmara encaminhou o caso à Corregedoria para investigar o próprio Zampieri.

Uma acusação que pretendia colocar a Câmara sob suspeita acabou colocando seu autor sob investigação.

Primavera com vento de 125 km/h

O temporal da noite de segunda-feira deixou estragos em várias regiões do Paraná. Em Apucarana, as rajadas chegaram a 124,9 km/h e a Catedral Basílica foi parcialmente destelhada. Curitiba e Região Metropolitana tiveram granizo, alagamentos e quedas de árvores.

A primavera começa oficialmente nesta terça-feira sob o rastro de uma noite bastante pouco primaveril.

A Cohab e os R$ 13 milhões

A Câmara de Curitiba analisa um aporte de R$ 13 milhões para a Cohab. O dinheiro não vai diretamente para novas moradias: será usado no pagamento de compromissos tributários, parcelamentos e débitos decorrentes de execuções judiciais.

Os recursos vêm do superávit financeiro municipal de 2025. A Prefeitura argumenta que o saneamento dessas obrigações é necessário para que a companhia mantenha suas atividades e o programa Casa Curitibana.

A rede de Kuzma voltou vazia

O TJPR anulou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do presidente da Câmara de Curitiba, Tico Kuzma, e também as provas obtidas a partir dessas medidas. O tribunal entendeu que faltavam indícios mínimos para justificar providência tão invasiva no início da investigação.

O caso envolve suspeitas de venda de cargos e cobrança de parte dos salários de servidores indicados para funções públicas. Kuzma nega as acusações.

A expressão jurídica usada no caso é fishing expedition: lançar a rede investigativa à procura de alguma coisa que possa aparecer. Para o TJPR, dessa vez a pescaria começou sem elementos suficientes.

Quarenta e quatro facadas

Thaissa Gabriely de Oliveira Marques tinha 21 anos, estudava Nutrição e trabalhava numa academia de Londrina. Foi morta com 44 golpes de faca.

O Ministério Público denunciou o acusado por feminicídio e tentativa de estupro. A investigação apontou elementos de premeditação que agora serão examinados pela Justiça.

Não há ironia que caiba aqui. Quarenta e quatro facadas bastam.

Candidato sem campanha

O TSE decidiu por 5 votos a 2 manter suspensos os atos de campanha de Deltan Dallagnol ao Senado. André Mendonça e Kassio Nunes Marques divergiram da maioria.

O registro havia sido deferido pelo TRE-PR por 4 a 3 quando a campanha já estava em curso. Enquanto o TSE não decide definitivamente se Deltan poderá permanecer na disputa, ele continua candidato, mas impedido de fazer campanha e utilizar recursos eleitorais.

Se ao final vencer a discussão jurídica, terá vencido sem recuperar o tempo em que ficou fora das ruas.

O Supremo já não esconde as costuras

As divergências no Supremo ficaram mais explícitas nas últimas semanas. Fux e Mendonça protagonizaram posições públicas e institucionais distintas das sustentadas por outros integrantes da Corte, enquanto Moraes permanece no centro de parte das controvérsias relacionadas ao caso Master.

Não existe formalmente bancada de um ou ala de outro, e os alinhamentos variam conforme o processo. Mas a sucessão de episódios tornou mais visíveis divisões que antes permaneciam muito mais restritas aos votos e aos autos.

O Supremo continua sendo um tribunal de onze ministros. Só está cada vez mais difícil enxergá-lo como um bloco de onze.

Pesquisas citadas

* IRG Pesquisas1.200 eleitores entrevistados entre 17 e 20 de setembro de 2026. Margem de erro de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95%. Registro PR-01172/2026.

** Real Time Big Data 1.600 eleitores entrevistados entre 11 e 15 de setembro de 2026. Margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95%. Registro PR-00532/2026.

*** Paraná Pesquisas1.280 eleitores entrevistados entre 15 e 17 de setembro de 2026. Margem de erro de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95%. Registro PR-01022/2026.

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