Moro e Requião tentam disputar “inventário” de Ratinho Junior

O governador Ratinho Junior e o candidato Sandro Alex (PSD) durante evento de campanha. Foto: Divulgação/PSD
O governador Ratinho Junior e o candidato Sandro Alex (PSD) durante evento de campanha. Foto: Divulgação/PSD

Ratinho Junior escolheu Sandro Alex como herdeiro, mas Sergio Moro e Requião Filho parecem ter pedido a abertura do inventário. Os dois perceberam que não faz sentido brigar com um governo aprovado por quase 80% dos paranaenses e passaram a disputar também esse patrimônio. Moro elogia os avanços. Requião reconhece um Paraná pujante, mas diz que a prosperidade precisa chegar à casa do cidadão. Sandro tem a escritura da continuidade. Os adversários querem saber se herança política tem sucessão automática.

A reação vem a galope

Ratinho percebeu a movimentação e não esperou o inventário terminar. Entrou pessoalmente nos programas e nas redes, agradeceu com ironia os elogios de Moro ao Paraná e tratou de completar a frase do adversário: se o Estado avançou, a continuidade tem nome e é Sandro Alex. A resposta é esperta. Ratinho aceita o elogio, guarda no bolso e devolve a conclusão. Moro pode reconhecer a obra. Levar o herdeiro junto já é pedir demais.

Luciano “Barros”

Luciano Carvalho tomou posse na Câmara de Curitiba na cadeira deixada por Lórens Nogueira depois da cassação. No primeiro discurso, fez questão de lembrar sua caminhada política ao lado de Maria Victoria, Ricardo Barros e Cida Borghetti. Com tamanho parentesco político, Carvalho talvez seja apenas o sobrenome que consta no documento. No plenário, Luciano “Barros” já chegou devidamente apresentado.

Dança das cadeiras

O TRE-PR rejeitou os embargos do vereador Soldado Fruet e manteve o caminho para uma nova totalização dos votos da eleição de 2024 em Foz do Iguaçu. A consequência pode ser a saída de Fruet e o retorno de Valdir de Souza, o Maninho, à Câmara. Em Foz, a eleição acabou há quase dois anos. A contagem dos votos, pelo visto, ainda está escolhendo vereador.

Primeiro o navio

Paranaguá terá um terminal de passageiros de R$ 80,9 milhões, capacidade para receber 5 mil pessoas e obras previstas para começar em outubro. O Porto, acostumado a comemorar recordes de toneladas, resolveu investir também em gente. Quando consultado, porém, o IAT informou que ainda não havia licença ambiental nem pedido protocolado. O navio já aparece no horizonte. A papelada ainda está chegando ao cais.

Prefeitos à prova d’água

O TCE-PR voltou a advertir os municípios sobre o despreparo para enfrentar desastres naturais justamente depois de mais um fim de semana de temporais, granizo, ventos e casas danificadas no Paraná. O Tribunal cobra planejamento, prevenção e capacidade de resposta. Depois da tempestade, prefeito adora aparecer de bota no meio da água. O TCE sugeriu uma alternativa menos fotogênica: preparar a cidade antes de chover.

Cury furou a bolha?

Augusto Cury deixou de ser apenas uma curiosidade da campanha presidencial. Depois da exposição nacional, cresceu nas pesquisas e chegou a aparecer com dois dígitos em um dos levantamentos*, avançando vários pontos em poucos dias. Agora vem o teste mais difícil: descobrir se foi efeito de novidade ou se encontrou mesmo um pedaço do eleitorado cansado da polarização. As próximas pesquisas de quinta-feira devem ajudar a separar fenômeno de espuma. Até lá, Cury conseguiu algo que Caiado, Zema e Renan buscavam havia meses: ser percebido.

Campanha pela metade

Dias Toffoli não suspendeu a candidatura de Renan Santos, mas conseguiu deixar sua campanha parecendo uma casa com metade dos cômodos interditados. Restringiu propaganda digital, participação em debates, entrevistas e sabatinas e interrompeu repasses do Fundo Eleitoral enquanto são apuradas irregularidades envolvendo perfis digitais. Renan continua candidato. Só não pode, por enquanto, fazer boa parte das coisas que um candidato precisa fazer para ser candidato.

O tiro e o alvo

Resta saber quem a decisão de Toffoli atingirá mais: Renan ou seus adversários. O candidato do Missão vinha crescendo justamente pela capacidade de fazer barulho nas redes e agora ganhou algo que Fundo Eleitoral nenhum compra: notoriedade nacional e a narrativa de quem enfrenta uma decisão controversa do TSE. Toffoli tentou diminuir o alcance de Renan. A política tem dessas ironias: pode ter aumentado o tamanho do personagem.

A guerra sem fim

Trump ameaça bater mais forte. O Irã responde. Navios são atacados, Hormuz volta a ferver e os mediadores procuram mais uma trégua. Parece novidade apenas porque mudaram os personagens. A região acumula séculos de conflitos, disputas territoriais, religiosas, imperiais e, mais recentemente, pelo petróleo e pela influência sobre o Golfo. A crise entre Estados Unidos e Irã é apenas mais um capítulo dessa longa história. Mudam os presidentes, os aiatolás, os generais e as armas. A paz continua sendo o personagem que menos tempo permanece em cena.

*Metodologia: 2.005 entrevistados pelo instituto Nexus de 28 a 30 de agosto de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco BTG Pactual. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-08900/2026.

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