Ratinho Junior avalia licenciar-se do governo por pelo menos duas semanas para mergulhar na campanha de Sandro Alex. Confirmado o movimento, Darci Piana assume o Executivo enquanto o governador assume a reta final.
A decisão diz mais que qualquer declaração de apoio. Ratinho parece ter concluído que emprestar popularidade não basta.
Sandro pode ganhar um cabo eleitoral com gabinete no Palácio Iguaçu.
RATINHO ENTROU. E MANDARAM SAIR
Ratinho Junior entrou no horário de Sergio Moro para dizer que nunca foi seu aliado. Aproveitou o direito de resposta para dizer que Moro faltou com a verdade e ainda apresentou Sandro Alex, PSD, 55.
Passou do ponto. A Justiça Eleitoral entendeu que resposta virou propaganda e mandou retirar aquela versão.
Moro tentou pegar carona em Ratinho. Ratinho pegou carona no horário de Moro. A Justiça mandou os dois descerem.
O PDT TAMBÉM TEM SOBRENOME
Requião Filho, Roberto Requião e Thadeu Requião receberam juntos R$ 14,175 milhões dos R$ 16,925 milhões repassados pelo diretório nacional do PDT às campanhas paranaenses, considerando Fundo Eleitoral e Fundo Partidário. Quase 84%.
Os números consultados são do dia 6 e ainda podem mudar. A concentração, porém, dificilmente desaparecerá na atualização.
Requião Filho ainda luta pelo segundo turno. Dentro do PDT, a família já ganhou de goleada.
ABRIU. NINGUÉM PASSOU
A Ponte da Integração finalmente abriu para carros de moradores da fronteira. No primeiro dia, nenhum automóvel atravessou.
DTVF, restrições geográficas, horários e documentação ajudam a explicar a estreia.
A engenharia levou anos para entregar a ponte. A burocracia aparentemente pediu prorrogação.
333 NOMES. E UMA PERGUNTA
O Ministério Público apresentou 72 denúncias envolvendo 333 investigados na Operação Panóptico. Segundo a acusação, a organização criminosa mantinha atividades inclusive a partir de presídios.
O número impressiona. O endereço, mais ainda.
Se a cadeia não interrompeu o expediente, vale descobrir quem estava preso e quem continuava trabalhando.
A CHUVA PASSOU. A FATURA FICOU
Mais de 20 mil paranaenses foram afetados pelos temporais. Há mortos, desaparecidos, estradas danificadas, comunidades isoladas e milhares ainda sem energia.
Agora começa a fase que dura mais que a manchete: reconstruir casas, escolas, pontes e rodovias.
A Defesa Civil contou a água. Fazenda e prefeituras começam a contar dinheiro.
A COPEL MUDOU. A CANETA TAMBÉM
Moro prometeu na RPC cobrar investimentos e mudanças na gestão da Copel. Depois dos apagões, encontrará eleitor disposto a ouvir.
Só esqueceu um detalhe: a Copel foi privatizada. O Estado continua acionista, mas já não controla a companhia como antes.
Moro explicou o que pretende mandar fazer. Falta apresentar a caneta.
MORO RESPONDEU. A PERGUNTA ERA OUTRA
Moro esteve firme na RPC. Seguro, controlado e sem oferecer a imagem de um favorito acuado. Foi melhor na postura que em algumas respostas.
No auxílio-moradia, puxou a biografia. Sobre Valdemar e Flávio, trocou a régua ética pela jurídica. Na Copel, prometeu uma caneta que já não está inteira no Palácio. Perguntado sobre proximidade com Ratinho, respondeu que não era adversário. Não era essa a pergunta.
Moro não fugiu. Fez algo mais sofisticado: deixou algumas perguntas onde estavam e foi embora com as respostas.
PSS TEM PRAZO DE VALIDADE
O TCE voltou a explicar, num caso de Itaipulândia, que PSS (Processo Seletivo Simplificado) serve para necessidade temporária e excepcional. Quadro permanente exige concurso.
A decisão nasceu num município, mas o recado encontra endereço nos outros 398.
Na administração pública, “temporário” é uma palavra que às vezes cria raízes.
55% CONTRA 55%
Flávio Bolsonaro apareceu com 42% e Lula com 40% no segundo turno da Quaest*. Empate técnico.
O empate mais interessante está em outra coluna: 55% rejeitam Lula e os mesmos 55% rejeitam Flávio.
Os dois favoritos conseguiram uma proeza antes da urna: empatar também entre os que não os querem.
O SUPREMO VIROU NOTÍCIA DE EXPORTAÇÃO
O julgamento de hoje atravessou a fronteira antes de começar. Reuters, Financial Times e Associated Press levaram ao exterior a crise do Supremo e a possibilidade inédita de investigação de um ministro em exercício.
Moraes já era personagem internacional pelo confronto com Bolsonaro e as plataformas digitais.
Continua famoso. Mudou o motivo da reportagem.
ONZE MINISTROS. 56% DE DESCONFIANÇA
A Quaest* encontrou 56% dos brasileiros dizendo não confiar no Supremo. Apenas 9% afirmam confiar muito.
É diante dessa plateia que onze ministros decidem hoje se há elementos para investigar um deles.
Moraes não será julgado por culpa nesta manhã. O Supremo, porém, será julgado pela régua que decidir usar dentro de casa.
*Metodologia: 2.004 entrevistados pela Quaest de 10 a 13 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela Editora Globo e pela Globo Comunicação e Participações S.A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº BR-03607/2026.
