Na Baixada, pela 1ª. rodada da Taça Dirceu Krüger (segunda fase do Estadual), o Athletico goleou o Toledo por 8×2. Lembremos: o Furacão foi um fracasso no 1º turno e o Toledo foi o seu campeão invicto, ganhando a final do Coritiba, no Couto Pereira.
Uma goleada de 8×2 pode encerrar muitos significados. Dependendo do final da história, pode ser a sua referência de uma conquista que, então, se torna inesquecível.
Uma goleada de 8×2 é uma produtora de alegrias, com certeza. Para o torcedor que vai ao estádio, não importam as circunstâncias do jogo. A alegria daquele momento é a que fica guardada. É que uma coisa é ver, a outra coisa é ver e sentir.
Mas, uma goleada como essa do Athletico por 8×2, pode provocar outro sentimento: o da desconfiança. É possível confiar em excessos como esse, no futebol atual? Para dotar alma de um sentimento como esse, talvez, só para aqueles que sofreram muitas desilusões. É coisa de atleticanos, sei bem disso. No entanto, um fato ninguém pode negar: nunca no futebol golear de 8×2 aconteceu por acaso. No time goleador há virtudes que, talvez, nem tenham sido vistas.
Um time pode ganhar de quatro e, assim, mesmo receber censuras por usado o benefício do casuísmo. Mas, ganhar de 8×2 não há encontrar defeitos. Ninguém consegue chegar a esse placar, sem grandes virtudes. E o Furacão foi encantador.
Em 20 minutos, já tinha resolvido o jogo os com dois gols de Marquinho, que parece estar voltando a ser o jogador que foi no Fluminense. E, depois, continuou à procura de outros gols. Insistiu, indo atrás de outros. Ambicioso, queria oito gols, como se a sua obrigação fosse além da vitória.
Concordo que o Toledo ficou atarantado com o início arrasador do Furacão. Perdeu-se, no segundo tempo, dando a impressão que não sabia onde estava. Mas não duvide: a goleada foi muito mais em razão da excelência do jogo do Furacão, do que da redução técnica do Porco. E digo mais: em muitos momentos, essa foi consequência daquela.
Orientados por Paulo André que voltou a jogar (e dá gosto de ver o velho capitão), o time usou alguns jovens que devem evoluir. Erick comandou o meio e, mais uma vez, mostrou a Tiago Nunes que é melhor do que Camacho. Jáderson parece personagem de Guimarães Rosa: é miúdo, mas pouco resignado com os homens grandões. Com a sua perna esquerda, é de fazer mutretas na zaga adversária.
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