Dizem os chineses que “se a vida te der limões, faça uma limonada”. Sem um assunto espontâneo, corro atrás de um fato para escrever a coluna. E, encontro na Tribuna do Paraná a seguinte notícia: “Estudando para ser treinador, Alex descarta trabalhar no Athletico”.  Bem pensado, ao invés de um limão, ganho a limonada quase pronta.

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A diplomação de Alex como treinador será simples formalidade legal. Embora o exercício pleno da profissão exija a pratica, não há como negar que o ex-craque já tem uma base sólida de conhecimentos. A capacidade intelectual do ser humano, permite criar teorias próprias a partir de conhecimentos ganhos na execução da profissão.

Então, formado treinador, Alex descarta comandar o Furacão. A análise dessa resposta não pode ser encerrada com a lógica das coisas, ou o “óbvio ululante”, de Nelson Rodrigues. É evidente que Alex responde em razão da sua identidade coxa.  Só que ao invés de, imediatamente, dar essa resposta, deveria perguntar a si próprio: “um dia, o Athletico, iria me convidar?” Pela mesma lógica das coisas que o descarta, há a presunção absoluta de que o Furacão nunca iria convidá-lo, embora certa vez, tenha levado o histórico coxa Munir Caluf para trabalhar na Baixada.

Mas, a improvável hipótese, armou a minha imaginação para voar. E pensei, veja só:  o “Athletico, de Alex”, decidindo um título contra o Coritiba. Parei antes dos times entrarem em campo. Às vezes, é preciso cortar as asas da imaginação. 

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Já que Alex vai pautar as suas escolhas de treinador como se desfolha a margarida (bem me quer, mal me quer), entendo que deveria descartar o próprio Coritiba. No máximo, deixá-lo para encerrar a carreira.

Um treinador só ocupa espaço definitivo no mercado, não por bons trabalhos eventuais, mas, por trabalhos regulares e em sequência. O Coritiba a curto prazo lhe será inoportuno. Se como jogador tinha o direito de errar, como treinador a sua responsabilidade irá além do ponto, em razão da sua história dentro do clube. No futebol, para derrotas, não há perdão em razão do passado.

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Incapacidade

Ao fato. Raí, diretor do São Paulo, exercendo o direito de opinião, fez uma crítica ao presidente Bolsonaro. O comentarista da Globo, Caio Ribeiro, censurou Raí, dizendo que ele tinha que se limitar ao futebol. Ao debater o assunto com um preparado Casagrande, no “Bem Amigos”, Caio Ribeiro gaguejou.

Não sou contra ex-jogadores como comentaristas. Por exemplo, Zé Elias, da ESPN, que não foi nenhum grande astro, é excepcional como analista. O que eu não concordo, é que ex-jogadores como Caio, que não tem poder de argumentação, ocupe um valoroso espaço, em prejuízo de grandes jornalistas.