“O professor não é o básico. É o filé mignon”. A frase, dita pelo filósofo, doutor em comunicação e educador, José Manuel Moran, em entrevista ao jornal O Globo, em 2017, traduz o pensamento dos idealizadores do Ler e Pensar (LeP) ­ projeto da Gazeta do Povo e do Instituto GRPCOM que, em 2019, completa 20 anos.

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Em celebração ao aniversário do programa, que desde seu lançamento já beneficiou milhares de professores e estudantes do Paraná por meio do incentivo às práticas de leitura, cidadania e alfabetização midiática ­ um evento especial, voltado a professores das redes estadual, municipal e particular de ensino acontece neste sábado (30).

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Com o objetivo de discutir novas metodologias pedagógicas, inclusão de tecnologias em sala de aula e métodos de educação transformadores, o 1º Fórum Ler e Pensar contará com presenças importantes como a da professora da rede municipal paulista, Débora Garofalo ­ finalista da premiação internacional “Teacher Prize” (considerada o Prêmio Nobel da educação) e do próprio José Manuel Moran, fundador da Escola do Futuro, autor de diversos livros sobre o tema e referência entre estudiosos nas áreas de educação, comunicação e tecnologia.

Professora da rede municipal paulista, Débora Garofalo ­ foi finalista da premiação internacional “Teacher Prize”, considerada o Prêmio Nobel da educação. Foto: Arquivo Pessoal

Os formatos são diversos: notícias, textos, críticas, colunas, entrevistas. Os temas também: saúde, tecnologia, noticiário local, segurança, gastronomia, política. Já pensou quantos assuntos diferentes um jornal carrega? Aliado à diversidade temática, a variedade de estilos das próprias redações. Algumas enérgicas, outras informativas. Algumas polêmicas, outras mais filosóficas e também aquelas com um viés de comédia. Afinal, um periódico não é escrito por uma pessoa só.

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Foi pensando no valor sócio cultural agregado ao jornal, que o projeto Ler e Pensar promove há 20 anos, o incentivo à leitura de notícias em sala de aula. Mais que a simples interpretação de texto, no entanto, o projeto promove ­ por meio do jornal ­ o desenvolvimento de todas as áreas do conhecimento a partir das notícias publicadas.

O nome disso pode soar complicado: “educomunicação”. Professores que utilizaram o método no entanto, garantem: funciona! É o que afirma a Micheli Barbara Soares Panzarini, professora da rede municipal de Curitiba, que há 3 anos participa do projeto Ler e Pensar, aplicando as metodologias de educomunicação entre alunos do quinto ano da escola onde leciona. “A partir de notícias locais, abre-se um leque para todas as áreas do conhecimento, aproximando a realidade do aluno das temáticas em estudo”, explica. “Lembro de uma matéria sobre o ônibus biarticulado de Curitiba, por meio da qual trabalhamos noções de geografia, estudando as coordenadas do mapa. Depois os próprios alunos foram levados ao laboratório de computação para produzirem seus próprios textos a partir daquilo que tinham compreendido da reportagem”, revela a professora, que afirma ter observado importante melhora cognitiva entre os alunos participantes do projeto.

“Eles desenvolvem leitura crítica, melhoram a qualidade da redação e aprendem a pesquisar. Além disso, o próprio relacionamento interpessoal e a comunicação ficam melhores. É como se os próprios alunos virassem os protagonistas na aprendizagem”, observa. Sobre o Fórum, a professora considera como a grande chance ­ para professores ­ em irem além. Em ousarem aplicar novos métodos de ensino, diferentes dos tradicionais. “É uma oportunidade para que os professores criem coragem. Muitas vezes o que percebo nas escolas, é que muitos profissionais têm medo de fazer, medo de migrar pro novo, medo de ousar. Eventos como esse trazem a chance desses professores terem contato com a novidade e entenderem que não estão sozinhos na busca por essa inovação. Afinal de contas, se o futuro de um país reside na educação, é essencial buscar sempre o que de mais excelente existe na arte de ensinar”, finaliza.

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Fórum

Com o tema “Conexões Para uma Educação Transformadora”, o 1º Fórum Ler e Pensar oferece 700 vagas prioritárias para professores da rede pública (municipal e estadual) do Estado do Paraná. O evento abordará temáticas como inovação, criatividade, metodologias de ensino ativas, Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ­ que é um documento de caráter normativo, estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC), que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica ­ e, por fim, alfabetização midiática. Os temas que serão discutidos em palestras, oficinas e atividades diversas, têm por objetivo apresentar aos professores as principais novidades do setor, por meio da palavra dos palestrantes e mostrar a quantas anda a adoção de tecnologias nas salas de aula mundo afora.

“O que vemos é que o Brasil chegou ao século XXI porém, em termos de ensino, ainda está estacionado no século XIX em muitos aspectos”. Gestora do projeto Ler e Pensar, Mariane Maio Braga. Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Paraná

“Quando se fala em tecnologia em sala, grande parte do público já imagina os alunos manuseando celulares e tablets durante a aula. Essa ideia é mal vista em muitos aspectos. Quando falamos em tecnologia, porém, é muito mais que o uso dos dispositivos em sala que ­ quando bem orientado ­ pode trazer excelentes resultados no aprendizado. Na verdade, a forma de idealizar a sala de aula deve passar por uma transformação profunda, a exemplo do que já acontece em países de primeiro mundo. O que vemos é que o Brasil chegou ao século XXI porém, em termos de ensino, ainda está estacionado no século XIX em muitos aspectos”, afirma a gestora estadual do projeto Ler e Pensar, Mariane Maio Braga.

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Entre os palestrantes convidados, a professora Débora Garofalo compartilhará um pouco de sua experiência nas escolas de ensino fundamental da periferia de São Paulo, nas quais conseguiu ­ por meio do ensino da robótica ­ mudar a percepção dos alunos em relação ao reaproveitamento da sucata e às suas próprias capacidades, haja vista eles próprios foram capazes de construir robôs funcionais a partir de material reciclável. O projeto rendeu à professora uma indicação à maior premiação mundial da área educacional, o “Teacher Prize” ­ considerado o “Prêmio Nobel da educação”.

Além de Débora, o professor curitibano, José Motta, falará sobre a “Educação para um Mundo Exponencial” e, entre os destaques, o educador José Manuel Moran, fundador da Escola do Futuro, abrirá o evento abordando assuntos ligados à metodologias ativas de ensino e uso de tecnologias como aliadas da educação.

Para participar, basta acessar o site do LeP (http://www.lerepensar.com.br/) e fazer a inscrição gratuitamente. O número de vagas é limitado.

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Mais informações

Data: 30/03/2019
Horário: 8h30 às 18h30
Local: Universidade Positivo- Ecoville- R. Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Campo Comprido, Curitiba
Programação e inscrições: www.lerepensar.com.br/forum-ler-e-pensar/
Evento gratuito.

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