Respondendo de cara a pergunta: Não! Não existe berçário perfeito. Ninguém no mundo vai cuidar tão bem do seu bebê quanto você e sua família. Mas, se você está na mesma situação que eu, sem família por perto para cuidar do bebê no retorno da licença-maternidade (aliás, ainda quero abordar esse assunto com mais calma em outro post), o berçário acaba sendo uma das melhores opções nessa situação.

E, passado o choque de realidade de admitir que, sim, seu bebê vai mesmo para o berçário, o que a gente pode fazer é estudar todos os detalhes das possibilidades disponíveis antes de decidir qual instituição ficará responsável por cuidar do seu bem mais precioso. É uma tarefa árdua – eu mesma visitei nada menos do que DEZ escolas no ano passado até escolher o berçário que acolheria o Davi -, mas não é impossível.

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Eu sei que o período de matrículas em geral já encerrou na maioria das escolas, mas, como o início das “aulas” para alunos de berçário é muito variável porque depende muito mais do término da licença-maternidade das mães e de sua necessidade do que do calendário de ano letivo normal, acho que a reflexão que eu proponho aqui ainda é válida, mesmo estando em novembro.

Como escolher o melhor berçário?

Até para quem já realizou a matrícula de seu filho no berçário, afinal, quando se trata da segurança e do bem-estar dos nossos filhos, nunca é tarde para voltar atrás e mudar de escola. Então, o que segue agora é uma lista de onze elementos a serem analisados antes de escolher o melhor berçário para o seu bebê (não necessariamente nessa ordem):

1. Limpeza do local: Por mais que não seja a mesma coisa, a gente sempre quer que o nosso bebê fique em um espaço que lembre ao menos minimamente a nossa casa. E isso inclui a limpeza de todas dependências do estabelecimento.

2. Higiene do bebê: Em casa, a higiene do seu bebê é feita com algodão ou lenço umedecido? É importante que a escola respeite a sua decisão e seja rigorosa em relação à higiene de forma geral. Afinal, isso também é questão de saúde, né!

3. Espaço físico: Durante as visitas que fiz quando estava à procura de um bom berçário para o Davi, quase entrei em desespero em algumas escolas ao ver o espaço dedicado aos bebês. Em algumas delas, ele praticamente inexistia. E bebês precisam (e muito) de espaço!

4. Número de professoras: De acordo com os Parâmetros Nacionais de Qualidade da Educação Infantil, turmas de crianças de 0 a 2 anos devem ter uma professora para cada grupo de 6 a 8 crianças, mas se esse número for ainda menor, melhor!

5. Alimentação: Assim como a questão da higiene, a alimentação está muito relacionada às escolhas da família. Escolha um berçário que respeite suas escolhas, observando o cardápio detalhadamente e até retirando alimentos e ingredientes que não sejam do seu agrado.

6. Localização: Infelizmente, em uma cidade como Curitiba, a localização também é fator determinante no momento da escolha do berçário. Não adianta escolher uma escola maravilhosa que fique do outro lado da cidade e tome muito tempo de deslocamento!

7. Atividades “extras”: Um bom berçário não é apenas um “depósito de bebês”. É preciso que haja uma preocupação real com o desenvolvido dos pequenos. E as atividades extras, como musicalização, são bem interessantes nesse sentido.

8. Valores éticos e morais: Isso é mais difícil de perceber em um primeiro contato com a escola, mas ao longo do ano, você consegue ir entendendo melhor quais são os valores pregados pela escola. Eles são os mesmos que os seus? Se não, talvez seja hora de rever a escolha.

9. Relacionamento: Outro elemento difícil de perceber em um primeiro contato. Afinal, relacionamento se constrói ao longo do tempo. Mas é preciso ter muita confiança no trabalho desenvolvido pela escola. Se o relacionamento não estiver funcionando bem, sinal de alerta!

10. Segurança: Em tempos como os de hoje, é importante que a segurança seja reforçada. Afinal, não queremos que nada de mal aconteça com nossos bens mais preciosos na nossa ausência, não é mesmo? E isso não se refere à segurança em relação à violência, mas também de possíveis acidentes.

11. Mensalidades e custos adicionais: Infelizmente, quem vive com o dinheiro contado não tem como desconsiderar este item. Nesse caso, minha dica é analisar todos os custos, além do valor da mensalidade em si, pois algumas escolas cobram alimentação, festas e outras coisas à parte.

E você, qual outro item colocaria nessa lista?