Crocante, cremosa e bem recheada, a coxa creme – famosa e consagrada entre os botecos de São Paulo – passou a ganhar também público em Curitiba. Bem na região do Centro, na boemia mais tradicional e raiz da cidade, um botequim planejado para parecer histórico já demonstra sucesso certeiro com apenas três meses de inauguração.
O Consulado Central tem virado um grande viral nas redes sociais. Com comida caprichada, bem servida, e com uma cara muito boa, as postagens da casa conquistaram o público já pelos olhos – pela comida pornográfica que alimenta o algoritmo.
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A coxa creme faz parte disso. Diferente das coxinhas já conhecidas da capital, ela é feita com a coxa do frango cozida e desfiada, misturada com purê de batata. Então ela é recheada com queijo e ganha forma com o próprio ossinho da coxinha da ave.
No Consulado Central, o salgado é um dos lanches que mais saem. São vendidas em média cerca de 50 ou 60 unidades, que saem quentinhas da cozinha porque praticamente não param muito tempo na estufa da casa. Macia, simples, diferente das coxinhas tradicionais. Ela costuma ser bem mais leve por causa do purê de batata, mas tem tempero leve e delicado. Numa forma de conquistar mais o paladar, ela combina muito bem com a pimenta da casa – é forte, então pega leve. O valor? R$ 12 por uma coxa creme bem robusta.
Quem me apresentou a casa, pequenininha e aconchegante, foi o Ewerton Antunes, sócio da operação. Empolgado em mostrar sua nova aposta no mercado curitibano, aceitei a proposta do empresário para conhecer o Consulado com ele – isso raramente acontece no Rango Barateza. Na maioria quase absoluta das vezes, conheço os lugares como uma cliente comum, e escrevo com honestidade e de forma muito genuína sobre cada local que visito.
O Consulado Central “já nasceu antigo”
Nascido para parecer que está ali pelo menos há algumas décadas, o Consulado tem esse estilo boêmio, até com estufa de frios usada com vidro trincado original. A proposta foi “friamente calculada” pelo Ewerton em apenas três meses de imersão e pesquisa.
“Pensei na ideia de um consulado, que você vai lá para tirar o visto, para pegar o passaporte, resolver alguma situação de cidadania e tal. Como eu ia abrir aqui no Centro, eu peguei o ponto, desenvolvi a ideia”, conta o empresário.

A localização foi o ponto de partida do conceito. Como está na Alameda Cabral, um barco muito parecido com uma nau portuguesa foi colocado. Localizado na região do Centro – plural e bem democrático -, o bar foi pensado para misturar diferentes perfis de clientes, desde o gerente de banco ao empresário ou o estudante. Com mesas bem coladinhas, a barreira do bate-papo é quebrada ali.
Enquanto estive ali, conversei com quem estava logo ao lado e até saí do bar com alguns contatos e amizades. Um espírito de boteco diferente do que se costuma ver em Curitiba.
Nas paredes, o Consulado conta a história da formação do Paraná e Curitiba pelos diferentes povos, começando pelos indígenas Tinguis, Kaigangues e Xoklengs. Passa pelos portugueses, negros e todas as levas de imigrantes – dos italianos aos ucranianos, poloneses, japoneses, sírio-libaneses e por aí vai.

Preço popular, da bebida aos PFs
O cardápio da casa traz uma dinâmica inspirada nos bares de tapas de Madri – com estufa fria de acepipes, polvo ao vinagrete, marisco e lula provençal, ou camarão atoladinho a valores que variam de R$ 25 a R$ 35 por porção com pãozinho para acompanhar.
Há clássicos paulistanos, como a coxa creme (R$ 12), e o famoso bolovo. Ele ganhou uma versão mini, bolovinho, feito com ovo de codorna. O ponto da gema ainda cremosa combina super com a carne temperadinha do bolinho. A porção com dois deles fica por R$ 10.

Ainda tem os pastéis, os sanduíches, várias porçõezinhas e pratos executivos durante o dia todo a um preço fixo de R$ 37,50. O cardápio da casa varia a cada dia, mas é previamente estabelecido. Às segundas tem parmegiana de frango com espaguete Alfredo. Quarta-feira é dia de peixe ao molho de ervas, arroz e batatinhas. Às quintas tem galeto assado, arroz com brócolis, feijão e farofa e sexta é chuleta na chapa com arroz, feijão, farofa e polenta com queijo. Nas terças, a sugestão ainda não está fixa.
O bar atende o dia todo (das 11h às 22h) com pratos que vão do Barreado típico ao filé mignon (Filé do Consul, do Embaixador e do Fidalgo) – pratos fixos à parte do menu de pratos executivos – a preços muito abaixo da média do mercado, apostando no volume e no chopp a R$ 10 para garantir o salão sempre cheio.
*Os valores do cardápio divulgados no post são de maio de 2026 e podem sofrer alterações.

Topa conhecer o Consulado Central?
O Consulado Central fica na Alameda Cabral, 18 – Centro. Funciona de segunda a sábado, das 11 às 22 horas. Fecha aos domingos. Não realiza entregas.
CONFIRA O MENU COMPLETO DO RANGO BARATEZA:
Sanduíches;
Sopas;
Pizzas;
Massas;
Doces e sobremesas;
Salgados;
Pratos feitos;
Carnes;
Petiscos;
Buffet.
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