Já são 13 anos de invencibilidade no MMA profissional. Não é à toa que as artes marciais entraram na vida do paraibano Alberto Mina logo na infância. Hoje, o brasileiro colhe os frutos de muita dedicação à vida das lutas. Com 35 anos, o peso meio-médio terá no próximo dia 12, pelo UFC 224, o seu primeiro compromisso dentro do Brasil.

“Estou nas artes marciais desde os cinco anos de idade. Comecei no judô, daí passei pro jiu-jitsu e no final dos anos 90 eu ajudei alguns caras do vale-tudo. Despertou um desafio do MMA e foi ali que comecei. Fiz a minha primeira luta escondido do meu professor, mas daí ele percebeu que eu tinha talento, então ele passou a me apoiar”, disse o atleta, em entrevista à Tribuna. ““Estou muito animado em lutar no Rio de Janeiro, é a minha primeira vez no Brasil em 14 anos e espero encontrar toda a nação nordestina. Podem esperar o melhor de mim, vou sempre lutar e vou me propor ao que o combate me traga”, completou.

Mas, afinal, com tanto tempo de invencibilidade, a pressão não bate em sua porta? “Por ser brasileiro e já que nosso país não aceita muito o percurso de um atleta. O caminho não é só de vitórias. Nosso público não aceita muito a derrota. Com isso, a pressão existe. Vou continuar trabalhando pra vencer sempre, mas sei que um dia o tropeço virá. Tenho sempre pensado positivamente pra que ela não apareça”, ressaltou.

Alberto Mina não luta desde 2016, quando derrotou Mike Pyle.
Alberto Mina não luta desde 2016, quando derrotou Mike Pyle.

Que o tropeço não venha diante seus compatriotas contra o russo Ramazan Emeev. Ao contrário dos nomes que estão em alta no MMA atual, Alberto Mina tem seguido à risca a ‘filosofia das lutas’. Com muito respeito em relação aos seus adversários, o paraibano ressalta que não tem compartilhado das mesmas ideias que estão sendo promovidas pelo Ultimate.

“Minha experiência no UFC tem sido interessante, tenho mais de 14 anos de luta profissional e já passei por 35 países. Estamos em um momento de muito trash-talk e eu sou muito da filosofia da arte marcial mesmo. Estou em desacordo com que o UFC tem vendido hoje. Mas, é o maior evento de MMA do mundo e é nele que tenho que trilhar o meu caminho”, frisou.

Com muito equilíbrio em suas respostas, o experiente atleta destaca ainda que vê em seus familiares a grande motivação para subir ao octógono do UFC. “Todo atleta bate no peito com muito orgulho pra dizer que abdicou de tudo pra lutar, que treina oito horas por dia e tudo mais. Eu quero ser o mais humano possível, não quero ser uma máquina e eu, assim como qualquer outro, pode conseguir sair bem no octógono sem perder a vida social. Eu tenho buscado a minha motivação na família, nos amigos e nas coisas que estão ao meu redor”, concluiu. O UFC 224 contará com 13 combates. O evento começa às 19h15 e o card principal deverá ser iniciado às 23h.