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Augusto Mafuz

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Opiniões, crônicas e informações exclusivas sobre o mundo do futebol, em especial o Atlético Paranaense.

Diferenças finais

  • Por Augusto Mafuz

Os coxas que não me levem a mal, mas nessa despedida de 2018, preciso enfrentar algumas questões.
Primeira questão: A distância que, agora, separa o Athletico do Coritiba é maior do que aquela que separava o Coxa do Furacão até 2001, quando esse já tinha na Baixada uma arena e ganhou o título brasileiro?

Respondido pelos fatos recentes, a resposta não pode se afastar dos fatos no campo e as suas consequências. O Furacão, como fizera em 2016 e 2017, voltou a ser competitivo no Brasileiro, disputando até a última rodada uma vaga para a Libertadores. Agora, foi ganhá-la com o título internacional e inédito para os paranaenses, a Sul-Americana.

Como consequência, em uma semana, ganhou próximo de R$ 50 milhões, em prêmios, televisão e a cessão de direitos do contrato de Pablo. Por ser o novo grande do futebol brasileiro, pode renovar com a Globo por R$ 100 milhões por ano.

O Coritiba foi o outro lado da moeda. E não foi pela derrota no campo, mas por ter desacreditado a si próprio. Passivo e transigente com os erros de administração e de campo, ganhou consolo quando teve certeza que não iria ser rebaixado para a terceira divisão. Então, no campo esportivo e financeiro, o Coritiba é um cego que não consegue ver o Athletico à sua frente.

Segunda questão: No aspecto patrimonial, também, o Coritiba não consegue ver o Athletico?

A resposta, também, exige apanhar fatos e as consequências.

O Furacão tem o mais bonito e o melhor equipado Centro de Treinamentos do futebol brasileiro. Construiu uma nova arena na Baixada para 40 mil pessoas e provou que, ganhando, irá torná-la pequena. Coberta e de construção recente, contrasta com o velho Couto Pereira, que todos os dias chora por uma reforma.
Ocorre que há uma mês, o Furacão foi condenado em processos de execução a pagar R$ 520 milhões a Paraná Fomento. Essa dívida remunerada com encargos judiciais, irá ser acrescida, só em 2019, em 52 milhões de reais. Quem garante a execução é a Baixada, que está penhorada.

Há uma semana, o Furacão foi condenado judicialmente a pagar em valor atualizado para hoje R$ 30 milhões ao município de Curitiba, como reembolso pelas desapropriações. Todas as teses do Athletico, algumas absolutamente corretas se as defendessem em procedimentos próprios, foram vencidas.

O Coritiba tem o seu patrimônio pago e invulnerável.

O Athetico tem que pagar o que deve para construí-lo.

Dito de outra forma: ninguém é maior por inteiro.

Essa coluna volta a ser atualizada no dia 14 de janeiro de 2019.

Feliz Natal, Bom Ano.

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