No Couto Pereira, pelo Estadual, Coritiba 4 a 0 Athletico.

Em razão da prevenção ao coronavirus, foi um jogo sem torcida. Um dos maiores pensadores latinos, o uruguaio Mário Benedetti, escreveu certa vez que “estádio de futebol vazio é um esqueleto de multidões”. Sem torcida, o Atletiba foi ambientado no som do silêncio, tão bem cantado na obra maior do compositor e cantor americano Paul Simon.

O Coritiba goleou e não foi de graça.

E, os atleticanos que não queiram associar a goleada do Coritiba ao fato do Furacão jogar um time de nível básico (sub-20). Uma análise de bom senso obriga a descartar essa hipótese como causa dos números do Atletiba. 

Explico. 

Se o Athletico tivesse que jogar em Cochabamba, pela Libertadores, na próxima terça-feira, haveria coerência em jogar com o seu time de aspirantes no estadual, seria razoável. Então, qualquer resultado no Atletiba, até mesmo esses sonoros 4 a 0, teria compreensão. 

Mas, ocorre, que os calendários sul-americano e nacional foram suspensos. Por esse fato, pelo valor do Atletiba, o Furacão tinha a obrigação perante a sua torcida, de tratá-lo com seriedade, independente de ser um jogo decisivo de fase do Estadual.  

Ao invés de, no mínimo, escalar um time básico de titulares, foi jogar com essa geração de jovens sem qualidade.  E, em razão desse fato, arriscou-se com fraco goleiro Gabriel, Abner Vinicius (R$10 milhões), Pedrão (R$5 milhões) e outras mentiras futuras.  E, nem se afirme que é um projeto, porque se o jogo contra o Rio Branco for realizado, já anunciou que irá com o time titular.

O fato não me surpreende. Conheço bem as intenções de Mário Celso Petraglia como presidente. Diante de uma situação insegura e frágil, ele sempre procura criar uma controvérsia da qual busca tirar uma desculpa. Isso adota, também, o significado de covardia. 

Atribuir a goleada coxa a transigência, inclusive, de ordem moral do Athletico, seria desprezar os princípios que exige uma análise honesta de um fato. O Coritiba goleou porque se propôs a jogar o Atletiba respeitando a sua história e as suas obrigações perante a torcida. Os gols de Igor, Sabino, Matheus e Rodholfo, nada mais foram do que a consequência de um Coxa, que se propôs e foi honesto com a sua história.

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Falta de combate

Só há uma defesa para combater o coronavirus:  a prevenção. E, não há prevenção sem a paralisação total em um país carente de saúde pública.   No entanto, o Paraná, e em especial, Curitiba, adotam medidas paliativas, como se as decisões definitivas dependessem do governo federal.  Em Curitiba, com base em uma assistente social, sem formação em medicina, o Municipio não suspende as aulas.  E, as escolas privadas, confusas, estão pagando, para ver como é que fica.  Está na hora do governador Ratinho intervir e mostrar que quando se trata de proteger a vida, quem manda é o Estado, independente de competência legislativa ou executiva.    

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